
Com isso, a competição se torna implacável nas grandes selvas urbanas de pedra e o resultado é a extrapolação dos níveis de vadiagem das mulheres, especialmente, digo, das medianas e supra-medianas, que facilmente não se contentarão com os homens de baixo valor social de seus círculos e micro-universos sociais e facilmente se tornarão lanchinhos de alfas playboys abastados. Ainda que fique óbvio e escancarado que um playba não queira nada sério com uma mediana rodada, ela prefere achar que não. Pras mulheres é melhor se iludir nas mãos de um alfa do que ser a princesa de um beta.
A consequência direta desta revolução é como essas medianas se tornarão mais fresquinhas e exigentes com futuros novos pretendentes, porque sabemos que sempre rolará a comparação do nego atual com o alfa de maior destaque que a comeu. Foi assim por exemplo com a gostosinha da mercearia, no relato do grande El-Viável, que depois de ter se relacionado com o alfa físico e o alfa financeiro da micro-região, se tornou insuportavelmente mais descontente com toda a fila de pretendentes betas da cidadezinha, sem grande valor social, que manginavam ter alguma coisa com ela. De fato, a maioria nem sequer ousava aproximação porque sabia como ela estaria com a mente subvertida agora (em linguagem popular, "toda metida", se é que me entendem). A pergunta é: e você? Você se sentiria confortável de ter uma patricinha nota 8 ou 9 como namorada e ser constantemente comparado com o ex dela, mais pirocudo, mais forte e mais rico? Pense na humilhação que seria, nenhum homem que se dê a dignidade se permitiria passar por isso.
Agora que temos uma visão crítica do nível do jogo sexual ao âmbito das redes sociais, falemos à respeito da segunda revolução direta, a que eu acho mais importante aprofundar. O pensamento é que, devido ao fato de terem uma noção clara de quem é você só de stalkearem-te em redes como facebook e instagram, como um JPBF comum padrão deveria se comportar nelas? Sabemos que se você não tem conta nessas redes, automaticamente já pode ser considerado fracassado, porque quem tem uma vida boa (porra, especialmente o brasileiro) no bostil, irá adorar exibir-la nas vitrines que são o instagram e o facebook. Uma maneira, eu diria, que os complexados tem de esfregar vantagem na cara dos outros. Então se você é não tem conta nessas redes, as pessoas te acham estranho, ou pelo menos desconfiam que você não tem nada bom para mostrar. É melhor não mostrar nada e deixar que pensem que você é um lixo fracassado, ou ter perfil nessas redes e não compartilhar nada e deixar que comprovem sua vida lixo?

Eu tenho um terceiro ponto de vista. Primeiro que se fodam o que acham as pessoas. É bem verdade que os ricos mesmo, não os novos-ricos, não se expõem nessas vitrines, seja por segurança, seja por privacidade ou o que seja, mas esses aí você entende que são "do pedigree" só de bater o olho, e uma foto apenas, dentro de casa, digamos, já valeria por dez viagens que a classe mérdia faz parcelado na CVC em 36x e enchem de fotos na disney ou países em que só passearam, e não puderam nem comer um dogão de food-truck para não comprometer a passagem de volta. Um dinheiro que ficaria melhor aproveitado aportado na bolsa, em LCI ou tesouro direto (aqui vai um ensinamento: se não tem o dinheiro para curtir de verdade mesmo sem ficar apertado com isso, não o gaste).
O que eu estou dizendo até aqui é que o JPBF ridículo de merda deveria mesmo ficar longe das redes sociais. Mas aí eu pergunto, só vamos aproveitar mesmo na casa dos trinta? O que iremos fazer lá? Nossas ideias de diversão já não seriam as mesmas de quando jovem, nem pega bem se envolver com a moçada. É isso. Infelizmente, nossa diversão, como JPBF que somos, é o modo zumbi mesmo. São as séries, livros, jogos e filmes que nos damos como sedativo e escape dessa dura existência enquanto corremos atrás de algo. Não há viagens, saidinhas com a turma de amigos (pelo menos, pra quem é pobretão mesmo), vamos ficar velhos e não teremos uma foto de quando éramos jovens, abraçados com moças gatinhas, e aquele fdp mais chegado, cheio de histórias para conta. Um passado inexistente.
Mas eu vejo uma estratégia, no entanto. Pensar que devemos ficar excluídos da sociedade porque isso e aquilo, também significaria, para mim, abandonar uma mentalização de projeto que eu havia feito por mais de dois anos, e que eu iria empregar na rotina 1 e 2. Como já contei, não tenho o financiamento adequado para essa empreitada desde o fracasso das bibocas, que naquela época eram minha ideia de lucros. E agora todo o tempo disponível está sendo empregado ao objetivo do ENEM, até novembro, pelo menos. As fotos nada mais seriam do que ações em segundo plano para mostrar uma suspeita evolução ao micro-universo social antigo e aceito, sem nenhuma fixação obcecada. Eu havia escritos nos cadernos, algo como: "fotos de cooper na orla da praia, calistenia na praça, e eventos culturais gratuitos em geral" para a rotina 1, e a inclusão de leves gastos adicionais para saidinhas entre conhecidos na rotina 2 ─ o que eu adaptei de certa forma nos níveis de socialização graduada no post sobre o modo zumbi way of life já publicado aqui. A adaptação que fiz consegue manobrar um respeitável corte de gastos; onde antes havia até a ambição de bancar turismo (passeio de bug na praia, e moqueca nos restaurantes típicos pra turista) , entra uma socialização em clubes esportivos estilo SESI, seguido de saidinhas rachadas entre todo o pessoal.

Dessa forma, existe sim a possibilidade de manter um estilo cool "cultural" com participação em eventos gratuitos, engajados com a produção artística local, e mostrar isso no instagram sem gastar quase nada. Uma alternativa viável para JPBF comum, e, inclusive já testada (por um conhecido meu) e que vem dando certo.
Bem, era essa observação que eu tinha a fazer.
Forte abraço.