domingo, 27 de maio de 2018

Resumo de Maio 2018

Resolvi a guerra da obturação infiltrada no meio do mês. Era uma quinta-feira, de manhã. E chovia.

Me custou uns 95,00. Felizmente, não precisou extrair, como eu achava. De qualquer forma, parece que agora está ok. Outras remoções de cáries podem esperar.

Fiquei completamente liso. Passei alguns apertos. Tentei economizar não colocando mais créditos (internet mobile), mas só aguentei quatro dias. 

Na renovação, perdi o jantar no RU, mas o almoço continua. 
Não presta comprar mantimentos, não tendo fogão e geladeira. Portanto, daqui pra frente, vou comprar apenas lanches rápidos, para mim mesmo. 

Essa greve de caminhoneiros veio em péssima hora. 

Aqui vai a tabela de gastos. O recebido foi 304,00.


Maio 2018
AlimentaçãoR$ 192,59
TransporteR$ 23,75
CréditosR$ 38,80
OutrosR$ 102,60
Despesas do MêsR$ 357,74
Saldo poupançaR$ 0,40

Tenho uma lista de coisas para comprar. 

Lá na capital, a situação está tão apertada quanto. Minha mãe resolveu pagar um curso profissionalizante de administração pro meu irmão (daqueles cursos inúteis que te ligam dizendo que seu filho ganhou uma bolsa). 

Nos estudos, tenho uma nota baixa, e já estou automaticamente na prova de reposição. Não estou preocupado se vou repetir ou não. Em relação ao social, nada novo.

Semana passada, em um sábado agradável de céu nublado, fui assistir a final da Champions no shopping zona sul. É incrível a quantidade de lojas, quiosques, bares, restaurantes ao longo da avenida. 
Estou analisando a viabilidade de vender brownnies, de forma a controlar os danos, mas vai demorar para por em prática. 

Uma outra alternativa é usar o dinheiro para prestar concurso público em uma cidadezinha. Ver no que dá. Se for convocado para assumir o cargo, decido se largo medicina ou não.

Porque pode ser uma alternativa.

Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sendo humilhado por uma puta de enfermagem

Uma vez por semana fazemos uma maçante atividade interdisciplinar, que envolve três cursos: enfermagem, medicina e odonto. Quatro alunos por turma.

Num dos encontros desse mês, tivemos que preencher uma planilha tosca patenteada por uma mestranda em administração, para "ajudar o processo de planejamento". Como ninguém estava se mexendo para começar a atividade, parecendo mongos tímidos do pré, num baile de formatura, eu resolvi tomar a liderança.

Era para ser uma coisa simples. Apenas repassar o que estava escrito em post-its. Porém, na primeira tentativa eu escrevi no lado errado, e batatei de leve quando o post-it não colou. Rendeu uma risada descontraída de colegas de turma, mas uma paty gamer deixou escapar um comentário para me ridicularizar.
"Tsc, esse menino é doido" - destilou, com tom de desprezo.
Isso mesmo: menino. Enfatizando que não tenho porte de homem - o que não deixa de ser verdade. 1,60m é puro lulz.
Ficou um clima muito azedo no momento seguinte. Felizmente, sou polido o suficiente para não fazer ameaças em público, mas não deixa de haver a possibilidade, se algum dia eu achá-la conveniente. Ela é muito parecida com a patricinha do tapa, impressionante a similaridade.

Lembro-me dum ensinamento do Roger (o grande El Viavel) que disse certa vez: se você é visto como beta em um grupo social, não adianta querer agir como alfa (liderante). As mulheres não aceitam serem conduzidas por um beta e logo tratam de escorraçá-lo para o seu lugar de subhomem, feito um cão sarnento. Porém, esse mesmo beta, em um grupo social onde ele é visto como alfa do lugar, automaticamente as pessoas vão se calar para ouví-lo, pedir sua opinião, dar atenção, e ele passará a agir como líder, naturalmente.

Pra ser honesto, eu estava ciente das segregações que passaria num curso elitizado e me comprometi à relevar essas situações, desde o início. Acontece que, uma attwhore de enfermagem não fazia parte dessa restrição.
Na semana seguinte tivemos prova multi-turmas, o que serviu para dar um tempo. Eu acredito que, quando uma pessoa lhe ridiculariza, ou lhe faz bullyng, esta pessoa vampiriza sua autoestima, a sua autoconfiança. Até que você revide de alguma forma. É nisto que eu acredito.

Duas semanas depois, nos reunimos apenas para uma intervenção (atividade de campo), numa escola de nível fundamental. Uma orientação de vacinação à crianças de 12 anos. E eu, já sem nenhum tostão nesse fim de mês, tive que me deslocar de bicicleta, no sol quente do meio-dia. Tive que fazer esse sacrifício, senão reprovaria por falta.

As crianças perguntaram se o playboy (colega de curso meu) era alemão, por ele ser loiro. Ele riu que não, ao que os meninos disseram "é sim, e ela é australiana", referindo-se a putinha gamer de enfermagem (por ser ruiva). 

Senti.


Impressionante a similaridade dos traços faciais dela, com a pseudopatricinha do tapa    
Embora a metida a lésbica agora esteja com outro visual, umas mexas loiras e tatuagem

Sabe uma coisa? Sinto tanto que essas colheres não tenham brio social para guardar suas opiniões para si, em prol do bom convívio. Sei o que sou para mim e sei como sou visto pelas outras pessoas, não preciso que me digam. Não me iludo. Sei que ser manlet é muita desvantagem. Mas relaxe, não é necessário vencer. Apenas parecer que venceu.

Depois de concluir a intervenção, mantive em mente essa reflexão. Voltei direto para casa por um caminho direto, sem trânsito. Em uma rua, alguém se preparava para tocar flashback dance de uma banda de baile das antigas. Ainda ouvi um trecho, que me trouxe recordações. 

Comfy.

Chegando em casa, terminei de passar a limpo alguns escritos e escrevi esse post no celular, ao som de "The world at large", exatamente como mostra a imagem, no escuro, com a luz do quintal acessa. Um torpor agradável, tomou conta do meu ser, enquanto lurkava no channel, ao ponto de não fazer nenhum movimento, não ter nenhum pensamento. Difícil descrever isso. Talvez, "calmo como um lago de águas tranquilas" seja o mais perto.

Enfim, é isso. Só quero terminar esse curso numa boa, sem dar trela para panelismo. Será que é pedir demais, meu odin? Meus rivais são outras, e quero me focar nelas. Encher o insta de fotos conceituais, com alto valor agregado e sorrir pepe para elas, quando estiverem balzaqueando. O plano permanece o mesmo.

Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima

sexta-feira, 11 de maio de 2018

BetaMed Pills #04

Nesse offpost: como é a rotina de um JPBF em medicina, nesse semestre.

# manhã 

Acordo às 6:20 da matina, e já visto a roupa direto: uma calça jeans surrada, tênis e uma camisa de cor desbotada. Não tomo banho, por causa do frio. Apenas dou uma ajeitada no cabelo com os dedos (não tenho pente escova). Então coloco jaleco, caderno e canetas na bolsa suja, de cor encardida e descosturando em várias partes.

Geralmente eu prefiro não pegar ônibus (exceções: previsão de chuva). Se contar o tempo de espera, eu chego mais rápido com minha bicicleta de pedreiro, uns 40 minutos. Só que estaciono em outro setor de aulas, como já contei os motivos.

# café da manhã

Chego na universidade umas 07:40, mas não faço questão de ir pra sala. Me demoro um pouco, compro um misto com café à 1,70 e esse é o meu lanche da manhã. É o momento que me sinto burguesinho, e isso é importante para manter o pouco da dignidade. Meia hora depois eu vou pra sala, passando pelo corredor de exatas, onde vejo uma profusão de playbas e stacys, já relatado.

As aulas neste ciclo básico são longas, enfadonhas e totalmente desconexas com o que é cobrado na prova. Eu só vou para marcar presença. Tão logo assino a lista, espero o intervalo e pego a foda fora. Aprendo melhor nos livros.

# como estão minhas rivais

Ontem, peguei o ônibus na ida (era dia de prova), e Db estava lá. Com 16 anos já estagia de secretária numa empresa de contabilidade, ganha seus 400,00 e cursa o ensino médio à tarde. A outra  garota (do tapa) a vi no ônibus, na volta. Também estagia pela manhã, toda it-girl, e estuda jornalismo no turno inverso. Impressionante como tudo é mais fácil quando se tem xerecard, não é mesmo? Enquanto os betas pobres e feios, naipe do menino Kelvin, ralam duro para conseguir uma mísera vaga de empacotador de supermercado. 
A graça de Db é ser uma mediana comum, com ego de supra mas tendência a ser sub.
Por falar na pseudo-patricinha, ela é um pouco mais complexa. Attwhore metida a lésbica, parece que tem qualquer coisa com uma bi de classe média que conheceu no colegial. E daí veio fins de semana em casa de praia, passeios de lancha, e também QI fortíssimo para estagiar na companhia nacional de energia. E assim, ela consegue dinheiro para ser independente. Meteu umas tatuagens no ombro, fez corte de cabelo com mechas, tem dinheiro para almoçar fora, sair, etc.

Já as minhas colegas de turma, não vou nem falar. É bem óbvio. Moram em apartamentos, tem carro, fazem academia para attwhorar, e tem todo aparato para se preocupar apenas em tirar boas notas.
# almoço

Escapando da aula cedo, consigo almoçar no RU tranquilo, sem filas. A comida é boa, só não tem duas opções de carne (nem batata-frita, ou molhos na salada). É um cardápio funcional no que se propõe.

Depois de almoçar, fico lurkando no computador. As aulas da tarde começam às 14hs, mas tem dias que começa às 15hs, e tem dias que só tem aula pela manhã. Esse semestre não adicionei nenhuma optativa.

Quando tem alguma aula no HU, eu vou de ônibus. Não pego caronas com colegas, prefiro não dar trela para amiguismo.

# jantar

Como eu esperava, esse semestre, retiraram o meu jantar na renovação da bolsa auxílio. Mas eu não faço questão. No início, achei boa coisa. Um mata-fome à tarde, já que não tenho comida em casa. Depois enjoei da sopa todo dia, e o arroz poderia ser substituído por macarrão. Mas tudo bem, posso colocar créditos subsidiados e usar quando o cardápio for bom.

# séries e animes

À noite, é quando assisto séries, animes, ou fico lurkando na internet. Devia estudar (e às vezes o conteúdo acumula por isso), mas ainda não forço o hábito. 

Quando não, vez ou outra, vou para a biblioteca das 20hs às 21:30, faço anotações em escrita rápida, e passo à limpo em casa, noutro caderno (um que eu deixo guardado e ensacado, para não sujar).

# volta 

O trajeto de volta é um pouco mais rápido, cerca de 35 minutos. Vejo prédios residenciais no caminho, passando por ruas de bairro nobre, depois emergente, subúrbio, e, então, periferia. Assim que chego em casa, faço flexões e vou tomar banho. Aproveito para lavar uma roupa, ou então deixo para lavar tudo no sábado.

Enquanto seca o cabelo molhado, antes de dormir, passo à limpo algumas anotações que trouxe no caderno. 

Meu pai é alcoólatra, umas três vezes por semana chega de pileque, tarde da noite. Aí liga o som alto, fica falando sozinho, incomodando a vizinhança, às vezes late, e bate palma. É um verdadeiro teste de paciência.

Por exemplo, recentemente numa noite pré-prova, eu estudei até 00hs, tendo que aturar essa merda. E não foi a primeira vez. Não existe afeto familiar, ou relações ordeiras familiares nos barracos pobres.
No entanto, eu durmo em outra casa, compartilhada com um tio que dorme em um dos quartos. Às vezes esse tio deixa o rádio do celular ligado, numa estação lixo sertanojo universibostário, e isso me irrita um pouco. 

Como já disse, não tenho TV, nem fogão, nem geladeira, em casa. Então, de quê adianta fazer barras e flexões, sem alimentação para ganho de massa? Sim, eu sei. Mas será que com um fogão e geladeira, eu consigo suprir a minha dieta hipercalórica? Seria uns 400,00 por mês. Acho até que sim, mas não daria para aportar, ou então, aportar pouco.

Mas eu realizo que não vale a pena. Melhor aportar tudo. Posso focar meu negócio em prover uma dieta para ganhar massa, e até obter um shape, mas se der B.O. (poucas chances, mas precavido) vou ter que dar uma pausa, e daí perder os ganhos já obtidos. Não é mais prudente ter o dinheiro na mão, como segurança emocional?

É isso.

Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima