
O extremo sensorial mais prejudicial, e mais comum, é o fap-fap. Mais especificamente a gozada, mas nenhum beta tem disciplina mental para interromper o ato até que se concretize a esporrada (não adianta lutar contra isso). É como um alcoólatra dizer que, dessa vez, vai só beber socialmente. O desejo do ato não vem apenas da libido ─ que no homem é maior pela ação da testosterona ─ mas pela carência de sentir-se o gostoso para as mulheres. Como no mundo real, o beta e o ômega são sumariamente humilhados e rejeitados pela contraparte feminina (muitas delas, com um prazer quase sádico de dar um fora impiedoso em caras comuns, abaixo da média, e que não correspondem aos padrões de altura, físico e beleza masculino, ditados pela sociedade) acontece de JPBFs se fecharem num mundinho particular avesso às relações externas, criando e dando vazão à fetiches os mais diversos.
Quais são os fetiches de vocês? Não precisa dizer. No Xvideos, faço procuras por termos "slow and sensual blowjob", "sexy latina" e vídeos amadores. Neste último faço correlação mais ou menos de como foi minha passada pelo ano concluinte do fundamental, e parte do ensino médio (o primeiro ano). Foi a única fase em que ainda tinha algum social: fazia parte de uma pequena turma, duas meninas que escondiam um interesse platônico por mim, tinha um amigo com quem mais se identificava e era mais ou menos destacado no micro-universo social da escola. Mesclo as lembranças com fantasias, criando um universo na imaginação em que aumento mais minha fodonice da devida época, ao ponto de se equiparar com alfas playboys de vida boa, que tem o pau chupado por duas loiras 10/10 numa suruba no iate em Búzios, num fim de semana de rotina.

Não considero o fap-fap como algo a ser abolido, como consideram os fanáticos fiscais de pau adeptos do no-fap, mas reconheço sim os benefícios de parar com a pornografia por 90 dias, para dar o reboot. Fui criado num meio evangélico e vocês sabem como é a lavagem cerebral desse povo ─ relacionar o ato com "hur dur, pecado". Ora, porra: o ômega já nasce com características genéticas "inferiores" que o colocam em evidente desvantagem no jogo social, sequer pode se aproximar ou manter uma conversa sem o desconforto e olhar de nojo das merdalheres. E ainda querem negar-lhe um prazer/escapismo que é dele com ele mesmo? Diga-se, um escapismo pelo qual os homens de baixo vs, se não se sentem confortáveis com essa sociedade que é só dinheiro e aparência, podem pelo menos se recusar a alimentar o sistema, e financiar a putaria de patys, alfas e todas as mulheres.
Considero prejudicial sim o hábito, mas por razões lógicas, racionais e esclarecidas, o que é bem diferente. Quando termina a gozada, podemos perceber o quão ridículo e superestimado é o sexo. O desejo e até a beleza da mulher desaparece. Só resta uma espécie de depressão pós-porra. O cara fica apático, amorfo, sem ânimo nem para cuidar de si. O cérebro animal, ao que parece, considera que o indivíduo cumpriu com seu papel biológico de espalhar os genes, e daí o organismo entra num estado de acidia por um determinado tempo. É como se tivesse acabado de comer, e não sentisse necessidade de ir à caça, visto que já está satisfeito.
É claro que depende do nível de hormônio de corpo para corpo. Tem quem consiga dar duas, três e ainda sinta-se vigoroso para mais uma. A média geral da população masculina é uma, duas no máximo, precisando de um tempo (umas 12 horas) de recuperação até voltar a acumular a libido. O ponto é que o hormônio da testosterona é tudo. É ele quem regula a libido, a disposição e a pró-atividade, a competitividade, o instinto de guerrear, etc. Homens de baixa testosterona são visivelmente identificados pelas mulheres, o semblante caído, a voz fina, a falta de autoconfiança e trejeitos inseguros inconscientes. Não obstante, também são preteridos pelas merdalheres.

Em virtude disso, como experimento, estarei aderindo ao nofap nesse mês de dezembro, final de ano. Contará como projeto, para observar alguma mudança nos níveis de disposição, confiança e receptibilidade também, no sentido de ser mais notado pelas mulheres em ambientes casuais (vamos ver se rola ou se é placebo). Se for o caso eu venho a relatar no final de dezembro, no post de balanço geral de projetos do ano. Mas agora cabe a pergunta: como o JPBF pode moderar a vontade de bater umazinha massa?
A questão é válida e levanta um assunto filosófico interessante, a que eu chamo de satisfação. Prazer por prazer gratuito é quando você apenas consume algo, e podemos listar aí: punheta, vídeos, música, etc. Alguns deles são prejudiciais logo de cara, outros, em excesso também (lembro que a sensação depois de uma maratona de séries e filmes é parecida, mas não igual, ao da DPP. Não chega a ser igual porque não fica indisposto. Muito tempo na internet também chega um momento que enjoa, você fica surfando sem prestar atenção, meio vazio por dentro). O ser humano está sempre buscando por prazer e se afastando da dor, isso é a programação básica do organismo, mas deve haver um balanço entre os dois. Lembro de, na minha rotina de estudos pro ENEM, me permitir umas recompensas: depois de quatro, cinco horas de estudo, eu podia ouvir uma música legal. Isso ajudava na disciplina, ao mesmo tempo em que condicionava o corpo e a mente à incorporar hábitos diferentes (neste caso, úteis).
A satisfação é um prazer diferente que acontece quando você está criando, e não apenas consumindo algo pronto. Pode ser qualquer coisa, desde arte plástica com cerâmica, pintura, etc. Eu escrevo fanfics de séries que gosto, mas não ligo se não recebo comentários para elas. É muito pela sensação de concluir um arco, uma variação inteligente para Justiça Jovem (desenho da DC de altíssima qualidade e bem feito, do qual sou fã), e Jovens Titãs também (vez ou outra).

É isso aí. Até a próxima. Forte abraço!























