segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Resumo de Outubro 2018

 
Realizo como boas notas dependem de um aparelhinho tão maroto como um smartphone. E o meu, que já era obsoleto depois do reset, agora inventou de cair o botão da tela de bloqueio.

Substitui os mistos, no café da manhã, por cuscuz recheado. O café por suco de limão, feito na hora. 

Em casa, achei um sinal da Net-Claro WiFi que cobra 15,90 por semana ou navegação grátis, tendo que assistir propaganda a cada 15 minutos. Depois que eu comprar um notebook, poderei voltar mais cedo pra casa.


Outubro 2018
AlimentaçãoR$ 311,44
TransporteR$ 37,75
CréditosR$ 30,00
OutrosR$ 61,79
Despesas do MêsR$ 440,98
Saldo poupançaR$ 61,17

Comprei a camisa da turma. No bairro, é alguma coisa. Na universidade, isso não significa absolutamente nada. 

Esse mês, tive duas recaídas em depressão, em que realizei minha própria mediocridade. Uma, pedalando lento na volta pra casa, ouvindo Radiohead, e a outra em casa mesmo. Os efeitos da blackpill ainda são fortes quando se pensa nisso.
FA chorando em posição fetal, ao realizar a própria feiúra.

Pretendo direcionar os gastos para aquilo que pode me trazer lucros, ou economia, ou o mínimo de dignidade, e quando o fizer, a economia será total. Para isso, são necessários adquirir:
  • liquidificador (vitaminas abacate, banana, shakes protéicos)
  • fogão e geladeira podem me trazer lucros (doces para vender)
  • sanduicheira (mistos, mas não tão necessários, burguers superior)
  • caixas organizadoras (pra enfiar roupas)
  • camisa manga-longa e calça jeans (pode ser da colombo)
  • par de tênis (e palmilha elevator)
  • Oggi ou Endorphine aro 29 (sonho do FA), com boxbike
E é claro, as lancheiras térmicas pra ter como levar pra aula, e não gastar mais com cantina.

Essas são as considerações, por hoje.
Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Encontrei a fórmula!

Como falei no post passado, estou passando a digitar as aulas em tempo real e pegar 90% das palavras do professor. Depois eu formato em tópicos no word, e o resultado é um estudo mais eficiente do que tudo que eu já testei. Em atualidades, em integração homeostática geral, em síntese. Este método é superior em tudo.

Tomei caldo na primeira e segunda unidade, mas nessa estou ok. Sem conteúdo acumulado. O professor deu a aula, e no mesmo dia, à noite, eu já tenho a transcrição no word. Além do que faço pptx por fora, só com as imagens dos slides, fazendo busca reversa (o que me fez descobrir o StudyBlue - uma plataforma de flashcards). Não é exagero dizer que tenho potencial pra ser o melhor da sala. É só eu me dedicar.
Todavia, isto tende a levar à um problema que chamo de fraqueza de caráter de ego. Compartilhar meu trabalho no grupo do saposapo da turma, motivado pela expectativa de ouvir um elogio. Ainda pior, sem ninguém ter pedido. Na minha turma original, lembro que uma paty compartilhava fotos do seu caderno (servia pra porra nenhuma, mapinha mental colorido), sem ninguém ter pedido. Provavelmente a mesma motivação. Mas eu já pude perceber, também, em uma recente aula prática, que ninguém em medicina é desleixado. Todos eles são aplicados. Se deixar, eles querem mostrar conhecimento, na sua frente, sempre que possível. Já eu, ciente, sigo o caminho de esconder meu powerlevel.

Não sou o único que usa o método de transcrição. Me colocaram em um grupo de estudo, em que vi umas transcrições de uma colega. Creio que o restante também esteja reunido em panelinhas similares. Realizo que sete ou oito patys e playboys digitam pelo notebook, ou então Ipad com teclado compacto. Suas formas de tomar nota podem divergir ligeiramente das minhas. Mas acho o meu jeito melhor. E se eu mostrar, vou inspirar a galera a se tornar ainda mais aplicada, o que não é de todo vantagem. Melhor continuar comendo quieto.
Depois sim, passo a pasta para os calouros.

Dois efeitos imediatos que realizo em mim. Primeiro, vontade de chegar cedo na aula. Antes eu só ia pra marcar presença, chegando atrasado e vazando após assinar a lista. Agora não. Há uma motivação toda especial para acompanhar a aula de forma integral. Posso dizer que há até mesmo uma ansiedade para amanhecer o outro dia, e eu continuar nesse pique, formatando transcrições de aula para o word, reproduzindo por fora, etc. E a segunda: aquela redpill de comparar minha vida lixo de ômega, com a de patys burguesas e alfas playboys curtindo o social, em uma vibe e autoestima lá em cima, ainda existe. Mas tenho pensado menos nisso.

É o efeito sherlock, de alternar momentos de tédio com intenso interesse em alguma coisa. De fato, parece que eu nem canso  mesmo em uma aula prolongada. Tenho essa sensação. 100% focado.

Enfim, escrevo esse post para não alongar muito o balanço do mês. E aproveito para complementar sobre a rotina acadêmica. Eu deveria ter uma autoestima legal, mesmo sendo mediano (se fosse mediano). Quer dizer, aulas pela manhã, intervalo saio para tomar um café (substitui o misto duplo por cuscuz recheado), tenho as refeições no RU, almoço e jantar. Tirando não ter carro, até que dá pra fingir ser burguesinho. Eu deveria estar ok com isso. E poderia, mas quando olho minha imagem no reflexo da janela, essa coisa.. Não é nem por ser manlet, mas não sendo no mínimo normal / mediano, passando batido na multidão, como um rosto que você vê e não vai se lembrar, não me iludo que dá para ter aquela rodinha social, sair enturmado para fazer coisas depois da aula. Só faço o que é previsto, converso quando é sobre o conteúdo e não tento forçar vale-entrosa.

Eu não me aceito desse jeito, não espero que outros aceitem. Por hora, nada a fazer. Essa é minha maldição.


Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Arrumando a casa

Finalmente criei vergonha na cara e comprei um balde. Agora posso lavar roupa tranquilo quando chego em casa.

Antes, eu pedia emprestado de parentes, e como só tem um para três, nem sempre eu ficava na preferência. Resultado foi que um monte de roupa suja acumulou no varal. Algumas vezes até vesti mesmo assim, por falta de opção.

Agora a rotina está sendo assim. Acordar cedo, pedalar, tomar banho no ginásio, trocar de roupa e ir pra aula. E a noite, o inverso, tirar o sapato, a calça, botar a sandália e pedalar com a range-range de pedreiro de volta pra casa, ouvindo spotify. Impressionante como a mochila fica abarrotada de tanta roupa e toalha. O livro vai por fora, na sacola.

Chegando em casa a noite, sempre lavo três peças de roupas, e faço alguma coisa a mais. Ontem, por exemplo, varri o chão batido, e hoje, passei o pano no armário. Mas tudo aqui tem um ar de pobreza, que nem adianta muito. O chão continua sujo e empoeirado. As paredes descascam se varrer nos cantos. As teias de aranha mais parecem um caso perdido. E tem cocô de barata em todo o arremedo de armário.

Desgosto da porra, bixo.
Às vezes me dá um desânimo logo pela manhã ao ter que encarar isso. Penso seriamente em morar de aluguel a partir do internato, como único jeito. Porém, também preciso juntar uma boa grana para algo muito importante. E pagar aluguel é um luxo ao qual não posso me dar. Azulejar a casa parece ser o meio termo, mas também não. O equilíbrio da sociedade é delicado. É bom ter um desapego nômade.
Continuar dedetizando essa porra, e limpando o mato no quintal. Comprar duas caixas organizadoras pra enfiar as roupas sujas e limpas em local lacrado, e finalmente quebrar por inteiro o armário pra jogar fora.
==§==
Eu vou complementar, agora esse post, porque passou a semana de prova, e quero falar das notas. E dos métodos de estudo.

Além do minuciamento dos livros em forma de questões para visualização mobile, que já venho usando, passei a digitar no espertofone todas as palavras do professor na aula, em tempo real. E no mesmo dia, faço a formatação, bonitinho, para word. Dá para pegar cerca de 90% de tudo que sai da boca do professor, dependendo da didática dele (tem excelentes e tem medíocres). Impressionante como uma aula transcrita no word é 10x mais eficiente e melhor, em qualidade da informação, integração homeostática geral e novidades, do que estudar pelo Vander e Guyton. 

Daqui em diante, isso vai melhorar meu desempenho.

Além disso, me adaptei à rotina intensa acadêmica nesses dias de corridos de prova. O almoço corrido, as tarefas entre turnos. A pausa pra burguesar à tarde é o momento de espairecer. Ouvir as conversas em CT, lurkar, mas não em semana de prova. Lavar roupa em casa, como falei e dormir de 23hs pra acordar de 6 da matina. Nos fins de semana, reponho o sono dormindo até 11 horas, i almoço no RU e tiro a tarde pra revisar conteúdos.
Em suma, é isso aí. Período diurno aparento ter um pouco de dignidade, e período noturno é esse desgosto na periferia. Não tenho fogão, geladeira e nem fiação elétrica própria, para poder ter expectativa de fazer alguma coisa que possa melhorar. Antes tivesse, seria muito mais fácil. O enigma é achar um meio de contornar isto.

Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima.