quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Encontrei a fórmula!

Como falei no post passado, estou passando a digitar as aulas em tempo real e pegar 90% das palavras do professor. Depois eu formato em tópicos no word, e o resultado é um estudo mais eficiente do que tudo que eu já testei. Em atualidades, em integração homeostática geral, em síntese. Este método é superior em tudo.

Tomei caldo na primeira e segunda unidade, mas nessa estou ok. Sem conteúdo acumulado. O professor deu a aula, e no mesmo dia, à noite, eu já tenho a transcrição no word. Além do que faço pptx por fora, só com as imagens dos slides, fazendo busca reversa (o que me fez descobrir o StudyBlue - uma plataforma de flashcards). Não é exagero dizer que tenho potencial pra ser o melhor da sala. É só eu me dedicar.
Todavia, isto tende a levar à um problema que chamo de fraqueza de caráter de ego. Compartilhar meu trabalho no grupo do saposapo da turma, motivado pela expectativa de ouvir um elogio. Ainda pior, sem ninguém ter pedido. Na minha turma original, lembro que uma paty compartilhava fotos do seu caderno (servia pra porra nenhuma, mapinha mental colorido), sem ninguém ter pedido. Provavelmente a mesma motivação. Mas eu já pude perceber, também, em uma recente aula prática, que ninguém em medicina é desleixado. Todos eles são aplicados. Se deixar, eles querem mostrar conhecimento, na sua frente, sempre que possível. Já eu, ciente, sigo o caminho de esconder meu powerlevel.

Não sou o único que usa o método de transcrição. Me colocaram em um grupo de estudo, em que vi umas transcrições de uma colega. Creio que o restante também esteja reunido em panelinhas similares. Realizo que sete ou oito patys e playboys digitam pelo notebook, ou então Ipad com teclado compacto. Suas formas de tomar nota podem divergir ligeiramente das minhas. Mas acho o meu jeito melhor. E se eu mostrar, vou inspirar a galera a se tornar ainda mais aplicada, o que não é de todo vantagem. Melhor continuar comendo quieto.
Depois sim, passo a pasta para os calouros.

Dois efeitos imediatos que realizo em mim. Primeiro, vontade de chegar cedo na aula. Antes eu só ia pra marcar presença, chegando atrasado e vazando após assinar a lista. Agora não. Há uma motivação toda especial para acompanhar a aula de forma integral. Posso dizer que há até mesmo uma ansiedade para amanhecer o outro dia, e eu continuar nesse pique, formatando transcrições de aula para o word, reproduzindo por fora, etc. E a segunda: aquela redpill de comparar minha vida lixo de ômega, com a de patys burguesas e alfas playboys curtindo o social, em uma vibe e autoestima lá em cima, ainda existe. Mas tenho pensado menos nisso.

É o efeito sherlock, de alternar momentos de tédio com intenso interesse em alguma coisa. De fato, parece que eu nem canso  mesmo em uma aula prolongada. Tenho essa sensação. 100% focado.

Enfim, escrevo esse post para não alongar muito o balanço do mês. E aproveito para complementar sobre a rotina acadêmica. Eu deveria ter uma autoestima legal, mesmo sendo mediano (se fosse mediano). Quer dizer, aulas pela manhã, intervalo saio para tomar um café (substitui o misto duplo por cuscuz recheado), tenho as refeições no RU, almoço e jantar. Tirando não ter carro, até que dá pra fingir ser burguesinho. Eu deveria estar ok com isso. E poderia, mas quando olho minha imagem no reflexo da janela, essa coisa.. Não é nem por ser manlet, mas não sendo no mínimo normal / mediano, passando batido na multidão, como um rosto que você vê e não vai se lembrar, não me iludo que dá para ter aquela rodinha social, sair enturmado para fazer coisas depois da aula. Só faço o que é previsto, converso quando é sobre o conteúdo e não tento forçar vale-entrosa.

Eu não me aceito desse jeito, não espero que outros aceitem. Por hora, nada a fazer. Essa é minha maldição.


Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima!

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