sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Arrumando a casa

Finalmente criei vergonha na cara e comprei um balde. Agora posso lavar roupa tranquilo quando chego em casa.

Antes, eu pedia emprestado de parentes, e como só tem um para três, nem sempre eu ficava na preferência. Resultado foi que um monte de roupa suja acumulou no varal. Algumas vezes até vesti mesmo assim, por falta de opção.

Agora a rotina está sendo assim. Acordar cedo, pedalar, tomar banho no ginásio, trocar de roupa e ir pra aula. E a noite, o inverso, tirar o sapato, a calça, botar a sandália e pedalar com a range-range de pedreiro de volta pra casa, ouvindo spotify. Impressionante como a mochila fica abarrotada de tanta roupa e toalha. O livro vai por fora, na sacola.

Chegando em casa a noite, sempre lavo três peças de roupas, e faço alguma coisa a mais. Ontem, por exemplo, varri o chão batido, e hoje, passei o pano no armário. Mas tudo aqui tem um ar de pobreza, que nem adianta muito. O chão continua sujo e empoeirado. As paredes descascam se varrer nos cantos. As teias de aranha mais parecem um caso perdido. E tem cocô de barata em todo o arremedo de armário.

Desgosto da porra, bixo.
Às vezes me dá um desânimo logo pela manhã ao ter que encarar isso. Penso seriamente em morar de aluguel a partir do internato, como único jeito. Porém, também preciso juntar uma boa grana para algo muito importante. E pagar aluguel é um luxo ao qual não posso me dar. Azulejar a casa parece ser o meio termo, mas também não. O equilíbrio da sociedade é delicado. É bom ter um desapego nômade.
Continuar dedetizando essa porra, e limpando o mato no quintal. Comprar duas caixas organizadoras pra enfiar as roupas sujas e limpas em local lacrado, e finalmente quebrar por inteiro o armário pra jogar fora.
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Eu vou complementar, agora esse post, porque passou a semana de prova, e quero falar das notas. E dos métodos de estudo.

Além do minuciamento dos livros em forma de questões para visualização mobile, que já venho usando, passei a digitar no espertofone todas as palavras do professor na aula, em tempo real. E no mesmo dia, faço a formatação, bonitinho, para word. Dá para pegar cerca de 90% de tudo que sai da boca do professor, dependendo da didática dele (tem excelentes e tem medíocres). Impressionante como uma aula transcrita no word é 10x mais eficiente e melhor, em qualidade da informação, integração homeostática geral e novidades, do que estudar pelo Vander e Guyton. 

Daqui em diante, isso vai melhorar meu desempenho.

Além disso, me adaptei à rotina intensa acadêmica nesses dias de corridos de prova. O almoço corrido, as tarefas entre turnos. A pausa pra burguesar à tarde é o momento de espairecer. Ouvir as conversas em CT, lurkar, mas não em semana de prova. Lavar roupa em casa, como falei e dormir de 23hs pra acordar de 6 da matina. Nos fins de semana, reponho o sono dormindo até 11 horas, i almoço no RU e tiro a tarde pra revisar conteúdos.
Em suma, é isso aí. Período diurno aparento ter um pouco de dignidade, e período noturno é esse desgosto na periferia. Não tenho fogão, geladeira e nem fiação elétrica própria, para poder ter expectativa de fazer alguma coisa que possa melhorar. Antes tivesse, seria muito mais fácil. O enigma é achar um meio de contornar isto.

Abraço do Futuro Alfa,
Até a próxima.

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