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| Sisu prorrogado. Vai ter parcial, não vai ter, vai ter só sábado, mó fuleiragem |
Prognóstico
Bem, minha nota de 751, por meio de cotas, dava para passar em qualquer curso de medicina nas universidades com folga até, como fiquei testando na segunda opção de curso. Só aqui no estado que deu uma decaída, por causa dos pesos, e além disso, estranhamente ficou mais concorrida em todas as modalidades. Eu fiquei puto cada vez que minha posição caía, será que só minha nota que ficou prejudicada e a de todos os outros ganharam um boost? PQP, o universo conspirando contra o pobre ômega JPBF lazarento, mais uma vez.
O resultado
No sábado, minha posição caiu um pouco mais, e no domingo se manteve. Mas na segunda, depois do meio dia (eu fiquei sabendo que saiu na fila do almoço) quando fui ver, deu aprovação, ali entre 10° e 15° digamos assim, na maldita cota L2 ─ pardo, escola pública e baixa renda ─ haja documentação de ações afirmativas, putz! Na moral, eu estava torcendo pra não ser aprovado, a essa altura do campeonato, e cursar matemática, a fim de pegar minhas bolsas ao qual tenho direito. 400 do PIC, podendo chegar a 1600, com boas chances de pegar a TIM OBMEP por causa da minha alta pontuação no ENEM e questionário socio-econômico.
Mas, não saiu do jeito que eu esperava e tomei no cu grandão. Eu esperava era ficar no top sete, para ingresso no primeiro semestre, mas de repente, parece que todo mundo resolveu concorrer aqui e desandou meu projeto. Já perdi a chance de concorrer a bolsa TIM OBMEP, de 1200 reais, porque ela requer ingresso em 2017.1. E a PIC que tenho direito, também só posso demonstrar interesse, mas mesmo assim ela só começaria lá pra junho de 2018, pro meu caso. Como podem ver, se não rolar bolsa permanência em agosto, estarei completamente fudido, uma vez que não conto com nenhuma ajuda de custo, e a família é miserável ao extremo, além de pinguça e envolvida em dívidas.
Realocação?
Eu acho difícil, mas igualmente não acho boa ideia. Realocação demoraria uma, duas semanas, pelo menos, aí eu perderia alguns dias de aula. E tem a cerimônia do jaleco ainda, se bem que eu poderia participar da segunda cerimônia. O negócio é que, mesmo sendo realocado para o primeiro semestre, não daria para concorrer a bolsa TIM que fecha em 20 de fevereiro. Talvez a do PIC, que fecha em 1 de março, com sorte.
A turma
A maioria vindo do interior do estado, pelo que pude ver. Mas só conheci uma pequena amostra ainda, cerca de um terço. Os "veteranos" de 2016 (entre aspas mesmo, nego não tá nem há seis meses dentro e já se chama veterano, pqp), isto é, a turma dos descolados (playbas, patys, barzinhos, churras, pubs) já combinaram um encontro amanhã, num barzinho em frente à um shopping center da zona sul, frequentado pela classe A, em sua maioria. É claro que eu não penso em ir ─ não só por ser um pobretão, mas por não estar apresentável ainda. Tô num modo rica não sei nem há quanto tempo, cabelo e barba grande, duros feito arame, et cetera. Logo, logo vou ter que fazer uma higienização completa, tirar a sujeira das pernas (caso de ir para um churras de condomínio, de bermuda, não passar vergonha), cortar o cabelo e tal. Eu só tô segurando por um tempo porque me deu a ideia de ir ao cadastramento feito um mendigo che guevara dread, ver alguns da turma, trocar ideia e tal, para no dia seguinte ir ao churras totalmente asseado social militar, e causar um efeito "mudança radical". Besteira, mas sou cheio de devaneios estúpidos mesmo.
Outro dia um anon lá no blog do Pobre-Diabo deu a ideia de ser o churrasqueiro da turma, para conseguir vale-entrosa no grupo dos playbas e patys. Obviamente um magrelo baixo, braços finos, sem vivência internacional ou histórias interessantes para contar não se encaixa na panelinha de playbas com corpo e cara de homem, barba fechada, 38~40 de braço, oriundos de escolas particulares caríssimas e condomínios idem, além de baby face e alfas, para qual as mulheres do curso ficam se assanhando. É claro que eu não vou fornecer esses churras, óbvio, mas poderia fazer a gravação e edição de vídeo dessas festinhas, porque sei que eles (mulheres, principalmente) adoram se aparecer nas redes sociais. É uma forma de status. Pena que eu não tenho a filmadora HD, nem um PC pica com adobe, todo configurado, para mexer.
Então, acho que esse ano todo vai ser bem "parado" no quesito social. O que vier é lucro.
Círculo social antigo e aceito
Não rola, por hora. Meu projeto era voltar entre eles, a partir do ingresso no primeiro semestre, mas sem revelar tal conquista. Deixar agir naturalmente e relatar possíveis mudanças de tratamento que ocorressem assim que descobrissem por si só, stalkeando-me nas redes sociais, para efeitos de punhetação mental "mais do mesmo". Como as aulas só começam no meio do ano, não tem graça. E só voltaria ao círculo antigo talvez no S3, ou S4, deixar correr pelo menos dois anos de curso, criar uma áurea de veterano. Ocorreu-me o devaneio de infiltrar noutra denominação desses evangélicos, talvez a assembléia, ou rhema ─ onde mais tiver esses jovens que tocam violão ─ se aproximar de uma attwhore com PC em casa, e usá-la para fazer essas possíveis edições de vídeo. Mas é um projeto com CxB ruim pra mim, admito.
Como falei, esse ano parece que vai ser fraco no âmbito social, muito pela falta de recursos. Metas para 2017 (DoSol, culturais, etc) só poderei levar adiante se não comprometer o gasto necessário com os livros, nem que seja usados, rabiscados, do sebo virtual. No entanto, não deixarei de comparecer aos convites (penetra não) procurando aparecer ao menos em uma foto ─ ao qual reservo para publicar nas redes sociais no momento certo. Criarei outro perfil, óbvio, e separarei um para amigos do curso. Assim um não terá conhecimento do outro, e isso é importante para evitar que vaze o uso que estarei dando às fotos em devido tempo. Ou mesmo manter a discrição. O mesmo vale para o instagram.
Camisa do curso
Peça importante para dar carteirada no cidadão comum, além de identificar-se como calouro de medicina, a de 2016 foi a mais top que já fizeram, na minha opinião. Foi um complexo para mim não ter entrado em 2015, como já falei outra vez, mas não importa. Direcionarei a ideia de repetí-la para este ano, nos dois modelos, de forma estratégica e calculada, e vamos ver se dá resultado, depois relato aqui.
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| Parecida com essa aqui, só que nas cores azuis. Leva o esculápio e o símbolo da OMS que quase sempre esquecem |
Residência
Dificilmente poderei pleitear. Como a primeira documentação que entregarei no cadastramento tem endereços dessa cidade, além da minha identidade ter sido expedida aqui, ficará bem óbvio no sistema que moro na cidade. Moro num barraco da cidade, com pouca diferença de morar na rua mesmo. Acho até que os sem teto estão melhor: não tem tanta perda de sono por causa da profusão de pernilongos malditos aqui, e pela poeira também, já impregnada. Todo dia me sentirei sujo e farei disso um TOC para acordar já metendo um super banho demorado, quase uma obsessão, antes de ir para a aula. Como baixa renda é provável que terei direito ao RU de graça, almoço e jantar, e nos finais de semana sobrevive-se à pão com ovo e suco de goiaba. Não gasto com transporte, mas me inscrevo no auxílio mesmo assim, para ter uma pequena renda suporte (assim espero que o auxílio seja em dinheiro ─ esse auxílio é meu último recurso).
Para concluir, quero dizer que esse ano parece (parece não, certeza) vai ser bem arrochado. Mas tentarei não deixar que as limitações financeiras isolem-me socialmente da turma, porque sei por experiência que sou beta mental para conseguir me "reaproximar", demonstrando uma personalidade nova, extrovertida, depois de ficar mais folgado, com o arrego das possíveis bolsas do segundo semestre e de 2018. Não falam por aí que se você fosse para uma cidade nova, aí sim conseguiria ser menos merda tímido e mais sociável? Pois é por aí a ideia. Até lá, a rotina mantém-se como está, com uma refeição por dia e finais de semana de tédio sufocante. Procurarei saber qual o primeiro livro e as disciplinas pagas no ciclo básico, para ir adiantado de forma autodidata na biblioteca de odonto, ou possivelmente na livraria mesmo, vezes esparsas.
Abraço do Futuro Alfa.












