
Desde o momento em que entrei no ensino médio, até mais ou menos a época do primeiro ano na universidade, eu me deparei com situações próprias de uma mentalidade adolescente ─ o que para mim, JPBF, foi decididamente desfavorável. Olhando para a universidade, eu percebo que aqui há uma maturidade diferente, em que os acadêmicos procuram se relacionar bem com todos, fazer aquele networking, serem responsáveis e etc. Mas no ensino médio, o começo da fase da autoafirmação, havia muita exclusão, panelinhas, uma grande e notória necessidade de atenção das vadiazinhas se descobrindo sexys naquelas calças de seda, e a boçalidade dos futuros playbas se manifestando. Nesse ínterim, o JPBF muitas vezes ficava no déficit de não ter as necessidades interpessoais de inclusão e sentimento de importância atendidas, visto que ele era ostracizado entre as patys bonitinhas (por não tem nenhum valor sexual) ou ridicularizado entre os playbas, sendo que um ou outro poderia integrar o beta JPBF para ser platéia e piadinha do grupo, mas nunca o tratando como igual. É sobre essas necessidades interpessoais que eu gostaria de falar agora.
Ora, nós podemos contar que a época, vamos dizer, da pegação exclusiva de cocotinhas pelos alfas, ela está encerrada. Ela não sobrevive à exames empíricos da modernidade sob a ótica da real, e não sobrevive, sobretudo, à meras observações das vadiagens "caseiras" dos Xvídeos amadores, que tem nos mostrado uma imensidão de maloqueiros imundos tendo o pau chupado por branquinhas e pardas adolescentes. Quer dizer, toda a cultura realística aparece baseada na regra de pareto, equivocadamente mal interpretada. Não só na proporção 20% dos homens comem 80% das mulheres, mas nos tipos de homens que vão sarrar essa maior fatia de medianas pra baixo (ora, quando falamos em 80% das mulheres, você acha que as semi-tops, que representam, digamos 5%, estão incluídas nessa conta?).
Interpretações equivocadas como essa são absurdamente comuns nos diversos redutos vertentes da Real, como PUA, Forum Bufalo, Shibumismo, Homens Realistas, MR e os blogs também; só que são perdidamente escamoteadas, tal foi a compra acrítica da infame regra. 20% dos homens, sim, comem 80% das mulheres: supra, tops e semitops, isso que faltava dizer. Estes 20% são os alfas, e veja bem: eles poderiam de boa comer o mar de medianas e submedianas das classes emergentes, periféricas, em algum contexto, porém não há necessidade.
Coroação, por exemplo, Pobreta, o próprio, tem tabelado o número de fodas contadas com civis, e já vão quase uma centena de mulheres diferentes que ele já comeu. É o mesmo indivíduo que reclama da invisibilidade sexual para com as mulheres do seu círculo de trabalho e social. É óbvio que essas mulheres à que ele se refere são as das classe média e média alta, gatinhas tratadas no creme, universitárias nota 8 e 9 que ficam rodando fácil nas mãos de playbas e cafas natos.
Embora, o Pobreta deixe claro que os "betas" obtenham algum sucesso com medianas pra baixo, (FGVs então, nem se fala) acontecem duas putarias clássicas: tansos comprando a tese de que não pegarão nenhuma mulher porque são betas (e por isso nem se dão ao trabalho de tentar), e tansos alá ConservadorNaoMangina se achando o "alpha" porque conseguiram fodas com medianas rodadas que aceitam sair com estes para beber cerveja de milho e fechar o expediente no "moti 50 conto", sendo que ela já tem outros 100 macacos pré-engatilhados no whatsapp.
E onde eu quero chegar com isso? A prevalência de avaliação de valor, de argumento puramente ad-hominem, no sentido de contar que "pega muié", em cima de virtudes reais do homem, tem sido uma constante na história da civilização moderna ao longo dessas décadas de avanço do feminismo, só que só mais recentemente que as pessoas começaram a escavar essa pseudo-superioridade do fato de transar ou não transar com mulheres, porém, não por uma suposta maturidade milagrosa do pensamento tupiniquim, mas só porque já se tornou banal. Você dá um tour no Xvídeos e vê que qualquer macaco maloqueiro imundo miserável tem conseguido boquetes com direito à gozada na boca, e rapidinhas escondida com novinhas vadias em todas as regiões do Bostil, e isso não passa pelo crivo de "ser alfa" ou "ser beta", só depende do quanto se insiste com uma criatura naturalmente promíscua com uma certa afinidade à submissão.
Agora, embora esta mentalidade herdada da psicologia evolutiva e acentuada pelas desigualdade sociais no país, ainda seja oficialmente a dominante no contexto social, ela já está obsoleta. Ela não vai aguentar mais do que algumas décadas, né? Inclusive porque o esforço para mantê-la de pé, só pode ter algum sucesso à custa da dissimulação da promiscuidade feminina ─ que nas últimas décadas se tornou um negócio epidêmico.
Então, nessa briga podemos contar: vídeos amadores estilo CaiuNaNet, já ganhou. Já ganharam a parada. As outras máscaras não vão aguentar muito tempo. Temos visto aí chimpas que, mesmo não conhecendo a real, sabem que mulher gosta de apanhar, que gostam de caras difíceis que as ignoram, que tem patys subindo o morro pra dar pra zé droguinha, e que, sobretudo, tem por certo que as santinhas são as mais safadas. É tão clichê que já circula em algumas músicas Sertanojo Universibostário. Mas aí eu pergunto, o que que vem depois? Como é que fica o JPBF que foi defasado de relações sociais saudáveis, geradoras de cafismo com as mulheres e sentimento de importância, confiança e autoestima?
Será que entraremos na fase adulta com o fetiche por novinhas como um coroa que vai ao puteiro e pede a loirinha universitária estilo mignon que representa, no fim das contas, o tipo de namoradinha que ele gostaria de ter tido quando era jovem, hmm? Ou será então que, conquistado a IF, teremos a resiliência mental para sermos os putões comedores cafajestes desapegados, porém ressentidos, meio que querendo compensar os anos de privações betísticas mostrando para elas quem é que dá as cartas agora, será que é isso?
Muito bem, a filosofia da real pobretana deixa aberta outra perspectiva. Tudo que há de mais "valioso", entre aspas, nas aparências sociais sempre esteve dentro das possibilidades de ser visto acompanhado de belas mulheres. A medição de valor chimpística de dar ou não credibilidade à um indivíduo pelo pressuposto de se ele pega ou não mulher, nunca fez nada além de medir o tão cobrado sucesso social masculino sob outra manobra. Porém, evidências empíricas nos mostram agora que estamos passando por uma mudança de valores, em que notas 6 pra baixo estão ficando rodadas muito cedo, passando de chimpa em chimpa, enquanto paralelamente ocorre uma verticalização extrema de supra e semi-tops nas mãos de uma parcela à parte de alfas.
Isso significa que não há mais nada de especial em dar ideia em medianas que mal ganham 2k e "levar pro móti", achando que seu físico peidador de albumina e braço de mortadela entupida de suplementos pró-falência renal, ajudaram no processo, porque o fizeram "alfa" ─ sendo que nunca na história desse país falido o sexo casual foi tão facilitado.
O beta JBPF, hoje em dia, a menos que não seja um fudido total, reclama de desertos sexuais muito provavelmente por ter comprado uma crença limitante "alfa vs beta", uma crença que pauta a sua frustração agora e futuramente também, se ele anda dizendo pra si mesmo que "quando tiver X, e for Y, farei Z". É o tipo de cara que maquina toda uma pré-estrutura fodelástica antes de se envolver em relacionamentos, pretendendo com isso, depois, apenas andar com essas mesmas medianas rodadas, e passaria a miséria se disserem para ele que mulher também transa (e como).
Nos próximos posts, daremos prosseguimento à esse tema.
Forte Abraço