quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Discussão à respeito do olhar de beta inseguro VS olhar confiante alimentado pelo sucesso

Uma das minhas grandes observações no cotidiano do dia-a-dia, é como os machos betas e ômegas não conseguem impor um olhar sólido e confiante quando passam por outras pessoas, especialmente em locais frequentados por miscigenações de classes sociais. Como a programação biológica do comportamento da raça humana é patética, podemos tomá-la para explicar as causas de tal acontecimento sem grandes desvios da generalização. Mas, depois de explicado e entendido, sempre fica uma lacuna de como podemos reverter ou como poderíamos mudar tal situação. É o que me proponho a discutir nessa reflexão. 

Não é segredo para mim, que sou, digamos assim, um beta lúcido - assim como sei que não é segredo para a maioria dos JPBFs da blogosfera - sabermos o porquê de sermos uns perdedores imundos. Sou fraco fisicamente, baixo, magro, com pernas e braços finos. Não tenho porte de V invertido, nem volume corporal, em suma sou o cara que não passa intimidação física para ninguém. Se você tem tais características, não passa de um ômega - quando muito, um beta - e basta somar os pontos para ver de onde vem sua insegurança quando circula em ambientes onde provavelmente cruza com alfas bem alimentados, altos e com volume ou definição corporal. Veja que muitos deles podem nem saberem lutar, ou serem mentalmente fracos, mas essa discrepância absurda, de corpo/altura, já inspira uma superioridade inconsciente neles, além do que, por verem o olhar de baixa-autoestima de um ômega, se ambos vierem andando em sentidos contrários - por exemplo; construa a cena - acabam obtendo mais auto-confiança. 
Ontem mesmo, vi uma cena na biblioteca em que um negão alto mau-encarado que está começando a pegar uns pesos e está se achando (deduzo pela camisa apertada que vestia) veio consertar o ar-condicionado. Ele perguntou com ar de antipático para um dos zeladores, que era um baixinho beta, juvenal ainda pela cara, onde estava o controle mas sem esperar pela resposta, e a voz desse assalariado beta saiu com um tom fanho, submisso e afeminado - sabe quando tentamos falar com alguém mais destacado e, por algum motivo, nossa voz sai inaudível, insegura, ou no mínimo diferente de como seria nossa voz normal em nossas zonas de conforto, com nossos amigos ou outros caras betas? 

Observe que eu nem estou falando da diferença de classes sociais ainda: ambos são terceirizados, assalariados ridículos sem grana para fazer uma viagem pro exterior se quisessem; mas só essas "evoluções imundas" alá ConservadorNaoMangina, se praticadas, já surtiriam um efeito terrível em comparação com nós betas/ômegas JPBFs autênticos, focados em alcançar a IF à longo prazo por meio de concursos públicos/medicina/empreendedorismo. 

É por isso que eu digo para não negligenciar o físico, nem que só dê para fazer umas flexões em casa, por enquanto. Por agora, vai levando porque, para quem se encontra na merda, todo ganho é bem vindo. Conheço jegues que não tem merda no cu pra cagar, mas entraram numas academias lixentas de bairro, parcelando whey lixo (pra você ter noção), e nó mínimo conseguiram alguma espessura peitoral/braço e uma voz mais potência - devido ao aumento de testosterona. Eu fico revoltado, quando, por ocasião, alguém vem falar comigo de repente, e nem uma voz decente me sai (eu sei que isso é devido à falta de conversa, de praticar em rodinhas, de socializar e receber feedbacks positivos que geram autoconfiança e conforto, e, conseguinte, permitem você ficar bem à vontade quando fala em público). De fato, ainda vou trazer alguns vídeos sobre dicção aqui. Não que possamos ficar de uma hora para outra com a voz macia, segura e atraente, de vida boas playboys viajados que vieram à vida à passeio - porque isso só será possível quando tivermos upgrades acima da média, geradores de autoconfiança - no entanto, por enquanto, se soubermos os macetes, podemos nos policiar e disfarçar o fracasso. 

Agora, e quanto as situações em que vamos caminhando e vem umas garotas em sentido contrário, ou ainda, acompanhadas de caras mais altos, bonitos e mais destacados, nos fazendo sentir-se inferior? 

Segundo o Aspirante Alfa, em seu blog, e é uma coisa que eu também concordo, o sucesso social é um dos instintos masculinos mais fortes. O ser humano evoluiu como um ser social, e nossa sociedade só funciona assim: os alfas não desistem de brigar e serem competitivos para deixar sua dominância clara, e nutrir-se de autoestima. Isso explica muita coisa, desde os bullers da escola, aos pitboys que sempre andam em grupinhos com seus amigos fodões, o que aumenta suas confianças quando inventam de arrumar briga para testar suas machezas. 

Estamos sempre medindo nossos sucessos sociais, e é por isso que é extremamente humilhante você não ter poder social ou intimidação física para se impor e peitar sua dignidade nas mais diversas situações cotidianas. A autoestima de um pobre beta é baixíssima. Ser o mais baixo da hierarquia social, física e financeira causa graves distúrbios de auto-confiança. Acredite ou não isso se reflete na maneira como o beta está desviando o caminho de alfas à todo o momento, como ele é ignorado na fila da padaria - quando chegam outras pessoas depois e são atendidas primeiro - na forma como outros interrompem sua conversa e pegam a atenção da pessoa com quem você estava conversando, na forma como você ESPERA para falar com uma pessoa que estava ouvindo a conversa de um outro. 
Muitas vezes, desviamos o olhar de mulheres muito bonitas, porque sabemos que somos tão merda que não teríamos moral alguma de encarar uma mulher bonita desconhecida nos olhos. Quando isso acontece, eu penso seriamente em comprar um óculos escuro, pelo menos, para não ter como elas perceberem a insegurança refletida no olhar. 

Enfim. Não existe esse negócio de ser antissocial. Timidez, fobia social, acanhamento pra falar, não é personalidade é CONSEQUÊNCIA, das humilhações e bordoadas da vida. É o seu inconsciente avisando a todo momento que você é um merda e não está fazendo sucesso em nada, e que, portanto, seria humilhado vergonhosamente se tentasse se impor alfisticamente. Ou seja, é um mecanismo de PROTEÇÃO DO EGO. Um mecanismo anti-suicídio. Ouso dizer que a única forma de resolvermos esses anos de humilhações, rejeições insanas e fracassos, TRANSFORMADOS em sentimento de inferioridade refletido no olhar, é baixando a PORRADA de verdade, BRIGANDO e SUBJUGANDO seus adversários, para exercer sua dominância e autoridade. 

Não vou indicar sair por aí portando uma karambit, e encarando de maneira Hisoka os folgados que vem andando em sentido contrário, para que saiam do caminho, porque mesmo dando uma confiança momentânea, esse método continua sendo um paliativo que está remediando o sintoma, não a causa, e portanto não é mentalmente saudável. Arrumar confusão de graça também não, para não prejudicar outros betas/ômegas que carregam o mesmo problema, isso é covardia. É assim que os alfas porradeiros agem: gostam de crescer pra cima dos aparentemente fracos, por sabem que são presas fáceis. Além do que, essa forma é não-efetiva, uma vez que gera mais danos a você mesmo sem DESENVOLVER HABILIDADES reais de luta. Sem isso, sua confiança ficará sujeita ao acaso de obter sucesso. 
A maneira correta é aprendendo uma arte marcial, seja de defesa pessoal (melhor), ou de prática corporal. Nada mais selvagem e animal do que estar sentando a porrada num saco de areia, com cada vez mais violência e auto-confiança. Nesse momento, o subconsciente réptil remete aos tempos de guerreiro paleolítico, o corpo libera adrenalina e hormônios de bem-estar, e você adquire e desenvolve autoconfianças insanas, firmes e apoiadas nas habilidades reais de luta e defesa adquiridas. Só assim o beta/ômega, que antes apenas se espelhava em Goku e Naruto, vibrando com seus animes de luta preferidos e sentindo pequenas doses de fodonice nas cenas de lutas, sentirá a fodonice própria e real de ser lutador, saber brigar e se defender. 

Ressalto mais uma vez que isso se trata de sanar um problema psicológico de baixa autoestima, e é direcionado unicamente para se sentir bem consigo mesmo. Não vão dar uma de porradeiros por aí, nem ser pau no cus com seus semelhantes - não preciso nem dizer que nunca podemos ter certeza 100% da forma que um aparentemente beta ou ômega irá acatar brincadeiras chimpísticas de macacos querendo crescer pra cima deles. Muitos chimpas gostam de pagar de bonzão para ter o ego amaciado, contam vantagem de “não levar desaforo pra casa”, e sempre querem sair por cima, principalmente quando tem mulher envolvida. Mas não vale a pena correr risco em brigas imbecis por causa de mulher. Brigas de rua não tem regras, mesmo que você saia vencedor, irá alimentar revides do nego que se juntam com a turma para pegá-lo “na saída”. Ou processos no judiciário, aí acaba perdendo é dinheiro, sujando a ficha. Não sejam otários, mulher sabe dar o fora em assediadores na sua frente, e se não o faz é para testar a reação do sujeito, ou colocar um contra o outro.

Concluindo, saber se defender é a forma de poder nos darmos um pouco de respeito nessa sociedade altamente competitiva e elitista das grandes capitais. Obviamente que ter um corpão malhado servirá para intimidar. Mesmo que na hora do arregaço, um bombado perca para um magrelo lutador, ele terá mais destaque com as mulheres, porém não é disso que estou falando. O tema proposto dessa reflexão foi o de sanar a baixa autoestima betística, que, consequentemente, trará muitos ganhos também, pois a autoconfiança nos impelirá para o sucesso social nas mais diversas situações rotineiras do cotidiano. 



Ok, muito boa e pertinente essa reflexão, e fica aí de alerta para aqueles que carregam a mesma sina JPBF.

Aviso: estou mudando o horário dos posts de 17:30 para mais cedo, às 07hs, mas vai levar cerca de uma semana para adaptar: escrever e programar os posts. Nesse período, o horário poderá ser aleatório, mas vou tentar deixar a mesma periodicidade dia sim dia não.


Próximo post: 19/08 (sexta-feira, anota aí)
Frequência de posts: dia sim, dia não, sempre que possível às 07hs;

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Continuando com a ótima indicação de músicas aqui no blog, a maioria do canal indie do extinto MixRadio, que trazia ótimas indicações na seleção de playlist, e que eu ouvia na volta pra casa tarde da noite do meu antigo trabalho, e que marcaram me nas noites de altas reflexões madrugada adentro/afora. Obstacle 1, Interpol, acho que a melhor dessa banda NY, com um ritmo e riff inconfundível, seguido de um solo viajante dukaralho, para todo JPBF relembrar as agruras e rejeições que de uma forma ou de outra o calejaram emocionalmente, e fiz fizeram-nos quem somos hoje.
 

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