terça-feira, 23 de agosto de 2016

O modo zumbi implica a negligência do relacionamento social?


Lendo o backup do grande El Viavel e aspirando o sonho de quando estarei lá, alfa financeiro e fodão, numa cidadezinha do sul, obtendo todo o respeito e a admiração de gostosinhas polacas que em muito me encherão o ego, dando-me auto-confiança e alfismo absurdos na região local, deparei-me com essa impressão estranha de, quem sabe, não saber como agir, com eficiência, com relação às mulheres. Isto é, no sentido de como detectar rapidamente os sinais de interesse delas ou como saber investir de forma a levar a interação para uma tensão sexual e receber o "ganho". Em seus relatos, Roger identificava com maestria o momento da abordagem, por exemplo, a ninfeta no ponto de parada de ônibus intermunicipal que ia pro dentista. Ele também dominava a hora certa de lançar os flertes, levando as coisas para uma situação propícia e natural de passar a mão aqui e ali e ver se obteve correspondência. Me vendo protagonizando a mesma situação, no entanto, talvez eu teria tomado atitudes diferentes, optando por uma estratégia lenta de "esperar a iniciativa da contraparte". Como sabemos, o poder de escolha é das mulheres e os homens não fazem nada além de investir numa situação que já foi toda inconscientemente acordada por debaixo do véu. Não existe o tal papo sedutor, é lenda. Em três segundos de visualização, a mulher já decide se vai dar a bunda ou te dar o pé na bunda, o que se pode tentar fazer é manter a balança de barganha favorável para o seu lado. Assim, com 100% de acerto, sabemos a tendência do resultado. É muito simples e ao mesmo tempo muito complexo, de maneira geral é o que a filosofia pobretana segue por default, embora eu ainda tenho ressalvas com ela. É daí que vem minha desconfiança ─ seremos alfas ultra fodões com extrema diferença de barganha e VS para medianos comuns, mas será que dominaremos a atuação "cafa", com as investidas, flertes e "pegada" acertada?

Bem, uma vez dito, desenvolva-se o raciocínio. Eu não estou dando a entender que um beta, sabendo dos mecanismos corretos do "jogo da azaração", conseguiria se passar por "cafa/alfa" e igualmente poder seduzir mulheres. Isso é um total falta de cognição. Ora, se a sociedade te vê como beta, automaticamente você agirá como beta, ou com o comportamento beta. A saber, baixa confiança, autosabotagem, acanhamento, indecisão, etc. Todos os mecanismos de defesa do ego. Agora, por outro lado, se a sociedade, ou o micro-universo social ao qual você está inserindo te encara como alfa, automaticamente todos os seus comportamentos passarão a agir como os comportamentos de um "alfa". Medo e insegurança nada mais são que mecanismos de blindagem do ego que são porventura adotados pelo seu corpo quando ele percebe que você não é o alfa dominante do local.
Não adianta tentar emular, como pregam os 171 charlatões lá do PuaBase, e afins. Malacos que vendem um engodo motivacional comprado por chimpas tansos da mente acrítica que urram e gozam pelo cu quando leem The Secret e outros segredos da mente, e usam estas mesmas falácias estilo "confiança interna" como subterfúgios para seguirem suas existências serviçais no planeta sem cometer suicídio. Tais crenças, ao mesmo tempo em que servem como uma anestesia de esperança para a mente, os fazem continuar girando o maquinário urbano das engrenagens da civilização, varrendo para debaixo do tapete toda a dor da ciência de sua própria miséria, rejeição e insignificância social.

Mas como aqui a real será encarada na lata sem minimizações, e eu sei que não existem dicas matadoras que farão o nego pegar mulher mesmo sendo um zé ruela, a ideia do desenvolvimento pessoal passa pelo cerne dos três quesitos: físico, financeiro e social (status). A finalidade não é pegar mulheres, nem mesmo é essa a ideia. Como falei em postagens anteriores, pegar mulher já se tornou banal e, quando mais, infrutífero. Quantas vezes já vi negos metido a "cafa" se acomodando com suas vidas, acostumados a serem os novos Genghis Khan do Bostil espalhadores de genes, cumprindo com sucesso o seu papel biológico, e que acabam invariavelmente negligenciando o desenvolvimento pessoal? Olhando hoje novamente, tais negos tornaram-se burros, mal qualificados profissionalmente e culturalmente. Fudidos cuja maior expectativa de vida é uma classe média emergente crediário, pautada em parcelamentos, e dependentes de um salário miserável cuja maior parte já vem corroída por impostos e inflação cada vez mais altíssimos.

O JPBF esclarecido deveria seguir o mesmo destino, mas, diferente dos medianos alienados, ele sabe o motivo pelo qual é um perdedor imundo e ele é capaz de ver as saídas que o tirarão do seu infortúnio. Aqui cabe dizer: para os mais jovens, basta não aceitar resignadamente. Na verdade, é impossível se resignar depois de conhecer todo o processo. Depois traçaremos o projeto que nos levarão ao alfismo financeiro no futuro, que é o principal sustento de todos os outros modos de alfismo. Você não tem um bom shape se não tiver dinheiro para pagar academia, nutrição, suplementos de alta qualidade. Você não tem habilidades sociais se não tiver dinheiro para pagar aulas de violão, cursinhos, teatro, dança, gastronomia, etc. E além do dinheiro, é preciso tempo livre; as duas coisas, só quando conquistado à IF.
Quando surgiu o conceito de modo zumbi, o que na verdade aconteceu foi o seguinte: uma parcela de pobretões notadamente ômegas financeiros se reuniram e disseram assim: "Olha, nós sabemos que não existe a menor possibilidade de copiar o estilo de vida dos alfas financeiros e obter extremo sucesso social e sexual sendo os zé-ruelas que somos agora, mas eu não gostaria de admitir isso porque é um tanto desconfortável para o ego aceitar que é um merda e ter de se resignar". Bom, observações como essa são feitas automaticamente à todo instante, e sabemos que temos de desenvolver, mas o ser humano sempre procura um jeito mais fácil de fazer as coisas. Então, diante desse dilema, continuaram: "das duas, uma. Ou a gente rala anos de desenvolvimento pessoal, para conseguir uma parcela de benesses daqui à 10, 15 anos" hum? "Ou a gente faz concessões e cria um modo alternativo de vida desligando-se da cartilha da sociedade".

Todo JPBF de verdade ômega, delta, medianos comuns, obviamente vai achar que é preferível criar um modo alternativo que corte as relações sociais para mascarar as comparações que inevitalmente faríamos nos enxergar inferiores e nos colocariam pra baixo. Desse dilema surgiu o modo zumbi, um rearranjo, em que se coloca um sem limite de prazeres gratuitos no seu quarto, ao mesmo tempo em que só se sai de casa para ir numa GP, tornando tudo uma ilusão de sucesso social à medida em que se coloca um falso controle nas mãos do ômega, independente das variáveis externas. O que todo mundo procura no fundo é o controle das coisas, quanto mais independência tivermos, mais liberto estamos.

Dizem que o modo zumbi é prejudicial porque perde às relações sociais e torna-se bizarro quando o nego passa o dia todo no quarto, punhetando pra Xvídeos, assistindo filmes e seriados, e comendo doritos. Não. Quando acompanhado do desenvolvimento físico e intelectual, o modo zumbi passa a ser chamado monk mode, ou modo monge. Geralmente usado por aqueles negos que por serem visto como párias e ostracizados em seus micro-universos sociais, maquinam querer voltar por cima, ao mesmo lugar, esfregando seu sucesso na cara dos antigos conhecidos. Nada mais é do que o efeito mudança radical, motivado pela chance de auto-afirmação, onde se passa o extremo da antissociabilidade, desligando-se até mesmo das redes sociais, por um período de seis meses, digamos, focado em aumento do capital físico e estético. A diferença é que no monk mode temos a proibição de prazeres gratuitos, como filmes, música, todo tipo de distrações que são vícios da mente acostumada ao comodismo. Quem não tem resiliência mental para aguentar a realidade, não consegue passar nem dez minutos focado em estudar sem buscar escapismos, como youtube, música e afins.
A desvantagem do modo zumbi não é nem a negação do mundo, nem o isolamento ermitão. A própria interação social falida é um desenvolvimento de habilidades, onde se aprende com os erros e se adquire experiência. Experiência é maior do que talento quando se for aplicar tendo as condições favoráveis, por isso, no meu JPBF way of life, apresentei uma proposta graduada de socialização escalada, a partir do quanto se tem em trocados livres para a prática de um hobby ou esporte, não baseado em barganha, como teimam em discutir. Ao mesmo tempo em que você sai com uma turma, mesmo coadjuvante, você está acumulando VS na prática físico-motoro, e aprendizado de habilidades úteis para gerar valor numa rodinha, por exemplo. Veja bem, eu disse "pŕatica", não "desenvolvimento físico". Este que só pode ser gerado mesmo nos treinos e suplementos, a não ser talvez os treinos levado à sério, mas à sério mesmo ─ focado em competição estadual ─ de natação e ginástica olímpica.

É devido à esse compêndio de experiência social, tão simples seja, que fiz um rearranjo saudável a que chamo JPBF way of life. Mas as saidinhas a que porventura sou convidado pela turma do vôley, natação, vilão, etc. só servem para leitura de campo e motivação. Ou seja, já vou assumindo uma persona de coadjuvante, muitas vezes, que pode emular os mais diversos papéis, somente a fim de relatório.

Tome-se a precaução de não ficar se autossabotando durante anos, na dobradinha aportes e GP, para chegar aos trinta ricaço, e depois ficar mamujando de não ter curtido socialmente as fases da juventude, não ter tido vontade de curtir. A pressão social na mídia sobre essa tradição, estilo bebedeiras universitárias, namoros, sucesso social, muitas amizades, é muito forte, sem contar a assimilação de quando se vê seus pares próximos. Tudo isso gera emoções, gera um inconsciente coletivo indutor e nem todo mundo é alfa mental para decidir se isolar no desenvolvimento, voltar pro jogo social quando se estiver no topo e realmente não dar nenhuma foda pro passado que não aproveitou. Não vamos ser presunçosos, misantropia é para poucos.

Forte Abraço

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