Para evitar que isso aconteça, e é comum nas classes de proletariados miseráveis, convivemos desde cedo com uma pressão familiar para arranjar o primeiro emprego. Obviamente essa pressão é maior nos filhos homens, mas ocorre nos dois sexos, visto que vemos inúmeras vendedoras aí nessas lojas de shopping, tipo C&A, além da evidente predominância feminina nos caixas de supermercado. A pressão nos homens - se bem que, devido aos déficits de nutrição desde a infância, a esmagadora maioria tem cara de menino de barba - pode ser dar de maneira velada ou explícita. Geralmente acontece com meninos introvertidos e caseiros, aqueles que não fazem o tipo saideira com a galera, e que estão seguindo normalmente à entrada na universidade, as indiretas e formas sutis de dizer: "você precisa arrumar um emprego, imprimir currículos e sair distribuindo nas ruas de comércio". E daí, se o nego não tiver uma linha de plano bem definida do que está construindo na vida, ele vai lá e "compra" essa ideia de vidinha miserável e se auto-adiciona nas estatísticas de trabalhadores assalariados que lotam o metrô pela manhã e no fim da tarde, com as caras abatidas e derrotadas.
(Isso, é claro, se não for recusado nas rodinhas de dinâmicas escrotas das RHs malditas, que no final, escolhem os falastrões mais alfas/extrovertidos que molharam a calcinha fedida à bacalhau delas).
Na única dinâmica de seleção que participei para o cargo "pica" de repositor de supermercado, encontrei até mesmo universitário de Direito, e bem-apessoado, diga-se de passagem, com barba, voz e corpo de homem. Ou o cara tem família para sustentar, ou está precisando de fundos para pagar academia, suplementos, sei lá. De qualquer forma, arrumar um emprego à noite, enquanto cursa a faculdade de dia, ou vice-versa, tem sido a conciliação mais recomendada para pessoas com visão mediana, inclua-se aí bostileiros comuns que compõe as classes menos abastadas, a infame classe C pra baixo.

Dito isto, é importante que o legítimo JPBF pense: "Como vou me sustentar durante o curso?". Afinal, não tendo pais vencedores para bancar os gastos e garantir todo o suporte necessário para que os filhos apenas se preocupem em estudar, é inevitável que teremos a obrigação de conseguir alguma fonte de renda. Seja emprego à noite, bolsa-monitoria ou estágio. Quem não está tão na merda assim, e tem algum aparato pessoal (parentes, poupança, os mais comuns) louve sua prudência. Aos demais, choros, desculpas, e reclamações não serão aceitos pelos professores, nem pela sociedade. Tampouco vão alterar a realidade - me refiro à merda que já foi feita. Será necessidade arrumar um trabalho ou algo que o valha (para as mulheres, o mais recomendado é ser GP universitária. Foda-se, aqui a verdade é dita na lata).
Agora, na verdade, não é minha primeira opção porque não gosto de ser mandado receber ordens. Nem por orgulho, nem por personalidade forte, apenas não abdico de minha liberdade em prol de cumprir horários, de ser supervisionado por gerente e muito menos de ficar até mais tarde "de surpresa" por causa de reuniões, por que tem de "re-organizar o mercado, por exemplo, entre outras diversas situações. Se achar que estou exagerando, eis um compêndio de situações corriqueiras próprias de trabalhadores assalariados:
Porra, são essas situações, inegociáveis para mim. Não tem o que pesar na balança, não aceito essa merda por uns trocados a mais, mesmo precisando. Prefiro ganhar 400 numa bolsa-monitoria, duzentão numa biboca, ou 10k na poupança à 0,70%, à me sujeitar a dignidade e liberdade em empregos pautados em "metas de venda" e assédio moral de chefe/chefas rabugentas.
De fato, eu já cheguei a juntar 10k desde o ano passado, do meu antigo trabalho, e só o fiz, como já falei em outro post, por causa do plano de montar uma biboca. Então, eu só aturava o trabalho, cumprindo horários, ficando até mais tarde, chegando no horário e essa disciplina toda, em prol do objetivo de ter capital para começar uma biboca própria. Eu já falei também das dificuldades que não levaram ela para frente. Só me arrependo hoje porque esses 10k aplicados na poupança renderiam 70 reais limpos por mês - sim, é pouco, mas conforme o post JPBF way of life - me garantiria a IF de entretenimento sem precisar trabalhar. Doutra sorte, 10k aplicados na bolsa de valores me renderiam lucros interessantes à 1% no mínimo, para LCI e FIIs, para renda fixa, sem falar dos trades aventureiros que eu poderia me arriscar a fazer. Acredito que investir em bibocas tenha sido uma burrice reprovável, sendo que já na época eu conhecia a blogosfera realística pobretana, com diversos blogs investidores relatando os seus ganhos na bolsa, sem precisar trabalhar, que é o ideal para mim. Mas o que talvez explique esse "tudo ou nada" no empreendimento, foram minhas outras metas ambiciosas para o ano, que só poderiam ser pautadas em altos rendimentos acima de 2,5k por mês, além de que, na época, medicina nem chegava a ser cogitada.
Do tudo ou nada em bibocas imundas, saiu... o nada. Mesmo assim, ganhei um aprendizado importante: da muquiranice levada à sério, e do estilo frugal minimalista way of life. Se vermos na tabela, os gastos com "alimentação" geralmente foram os maiores, resultado de almoçar fora, além de lanches superfaturados à noite, quase todo dia. Só foram superados por "outros" em alguns meses, e no entanto, foram gastos com roupas e sapatos, inúteis, e meus devices (esses aí, úteis, pelo menos). Mas muita coisa poderia ter sido simplificada e economizada.
Simplificar os gastos necessários, esse sim tem sido meu modo de fazer o dinheiro, mesmo pouco, render pelo menos até meados do ano que vem - o que para mim é suficiente para ficar estudando de boa até o ENEM sem precisar trabalhar. Sou um playboy pobretão, rs. Ou um pobretão vivendo o estilo vestibulando de apartamento, aqueles que podem se dedicar sem pressão de arrumar trampo, e isso só é possível pela minha muquiranice inteligente, de improvisar quando aparece algum gasto imprevisto, e simplificar os gastos fixos - o que me possibilita sobreviver tranquilo com uma renda mínima, coisa que levando para a universidade, me deixará bem confortável se eu conseguir uma bolsa-monitoria, ou bolsa de estudos CNPQ, pelo menos. Tem gente aqui ganhando por volta de 500 para monitorar uma sala de computadores (ou seja, abrir e fechar o laboratório e ficar de boa na internet - nem limpeza precisam fazer, porque fica por conta dos ASGs da terceirizada). É claro que deve ter alguma concorrência, mas o critério de seleção é a condição de renda familiar e "a justificativa do aluno inscrito", não essas dinâmicas escrotas de RHs inúteis. Eu acho que dá para conseguir.
Fora isso, como multi-medalhista da OBMEP eu tenho por direito a bolsa CNPQ de 400 pilas, a qual eu já consegui uma vez, na graduação de TI. Eu não sei ainda se haverá alguma recusa em me inscrever pela segunda vez, mas é provável que não, visto que há a possibilidade de renovação em até duas vezes dos bolsistas do programa. Nesse programa, os beneficiados tem que estudar cálculo, assuntos de matemática, resolver algumas provas e participar de encontros mensais, ou seja, nada de mais. Estou mirando nessa bolsa em segundo plano, sendo a bolsa normal de monitoria minha primeira requisição.
Nos próximos posts, falarei mais a respeito do que vou fazer nesse meio tempo da prova do ENEM para o resultado dos aprovados e matrícula nas universidades.
- ficar preocupado em dar explicações, pelo atraso, antecipando a expectativa de tomar uma coça do chefe na frente de clientes e funcionários;
- tomar corretivos de supervisor complexado por usar o celular em horário de expediente (bônus: "marcar" um ponto na "lista" do nego + sermão "com mais três e é demitido: sabe como tá a crise lá fora?").
- conseguir escapar de ficar até mais tarde na reunião, por justa explicação, e mesmo assim ficar queimado com a panelinha de outros funcionários que tomaram no cu calados, no dia anterior.
Porra, são essas situações, inegociáveis para mim. Não tem o que pesar na balança, não aceito essa merda por uns trocados a mais, mesmo precisando. Prefiro ganhar 400 numa bolsa-monitoria, duzentão numa biboca, ou 10k na poupança à 0,70%, à me sujeitar a dignidade e liberdade em empregos pautados em "metas de venda" e assédio moral de chefe/chefas rabugentas.
Do tudo ou nada em bibocas imundas, saiu... o nada. Mesmo assim, ganhei um aprendizado importante: da muquiranice levada à sério, e do estilo frugal minimalista way of life. Se vermos na tabela, os gastos com "alimentação" geralmente foram os maiores, resultado de almoçar fora, além de lanches superfaturados à noite, quase todo dia. Só foram superados por "outros" em alguns meses, e no entanto, foram gastos com roupas e sapatos, inúteis, e meus devices (esses aí, úteis, pelo menos). Mas muita coisa poderia ter sido simplificada e economizada.
Simplificar os gastos necessários, esse sim tem sido meu modo de fazer o dinheiro, mesmo pouco, render pelo menos até meados do ano que vem - o que para mim é suficiente para ficar estudando de boa até o ENEM sem precisar trabalhar. Sou um playboy pobretão, rs. Ou um pobretão vivendo o estilo vestibulando de apartamento, aqueles que podem se dedicar sem pressão de arrumar trampo, e isso só é possível pela minha muquiranice inteligente, de improvisar quando aparece algum gasto imprevisto, e simplificar os gastos fixos - o que me possibilita sobreviver tranquilo com uma renda mínima, coisa que levando para a universidade, me deixará bem confortável se eu conseguir uma bolsa-monitoria, ou bolsa de estudos CNPQ, pelo menos. Tem gente aqui ganhando por volta de 500 para monitorar uma sala de computadores (ou seja, abrir e fechar o laboratório e ficar de boa na internet - nem limpeza precisam fazer, porque fica por conta dos ASGs da terceirizada). É claro que deve ter alguma concorrência, mas o critério de seleção é a condição de renda familiar e "a justificativa do aluno inscrito", não essas dinâmicas escrotas de RHs inúteis. Eu acho que dá para conseguir.
Nos próximos posts, falarei mais a respeito do que vou fazer nesse meio tempo da prova do ENEM para o resultado dos aprovados e matrícula nas universidades.
Forte abraço.
Como de costume aqui no blog, deixo uma sugestão de música das tracks que eu lembro do saudoso canal indie do MixRadio, da Line. Eu não sei porque os canais de Deezer, Spotify, 8Ttracks e demais não trazem umas indicações boas do gênero, e sempre ficam empurrando uns pops lixos mainstream. Às vezes encontro as mesmas músicas de antes, mas no geral... Está aí How Can You Swallow So Much Sleep, disseram que é musiquinha de Crepúsculo, eu não sei, não assisti o filme, mas achei a batida boa de ouvir
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