domingo, 27 de novembro de 2016

Desenvolvimento social é apenas dinheiro. A furada das teorias PUAs

"Não saia de casa, bixo. A sociedade é só dinheiro e aparências." Games, Rica
Totalmente verdade. Eu entendo perfeitamente a necessidade betística que JPBFs podem ter de serem valorizados, respeitados e admirados, principalmente por cocotinhas bonitas. É uma carência típica, resultado de anos de privações bucetísticas sociais e humilhações perpetradas por alfas e por patys. O ômega, ou o beta magrelo desengonçado, pobre e sem nenhum atrativo ─ muitas vezes rejeitado socialmente ─ só teve como acompanhar e assistir bem de longe o sucesso alheio, durante os anos de sua adolescência. Aquelas risadinhas e conversas de cocotinhas em grupo, vira e mexe flertando com alfinhas que sempre chegavam autoconfiantes e seguros; o beta, ou ômega, assistia sem poder participar, feito um vira-lata olhando frango de padaria girando naquele treco.

Na infância, o fato de você ter ou não shape, bom emprego e dinheiro, não conta muito. Tanto que no fundamental eu tive sim algumas "pretendentes" (por ser retraído, não cheguei a aproveitá-las). Depois da puberdade, entretanto, o jogo fica muito mais competitivo, e desvantajoso para o JPBF. Submedianas do ego inflado fazem cu doce até para aceitar uma simples solicitação de amizade no facebook, mesmo que você seja evidentemente superior à ela. Por culpa dos manginas, até medianas retardadas de subúrbio acham que merecem alfas faciais, estilo Caio Castro e "boys de Malhação". De modo geral, o jogo fica balanceado contra o JPBF de bem.
Mesmo com isso, passei um ano achando que poderia compensar essas "exigências" e ter alguma necessidade social satisfatória. Hoje não dou uma foda para isso (e vejam só, sumiu a fobia social! Aquele pensamento sabotador de achar que estavam te observando se cometesse gafe). Agora, escrevendo esse texto, percebo também que desenvolver-se para aplicar tentativas de obter social é outra forma de manginagem. Schompenhauer dizia que, onde mais tentamos ostentar alguma virtude, é onde mais carecemos de algo.

Nos idos de 2013/14 cheguei a comprar o curso do Persuasao, pela bagatela de 79 contos. Junto com meu antigo diário social e artigos estilo TypeCafajeste e Manhood101, achava que seria algum tipo de pirocudo-mor, dominando rodinhas e turminhas de jovens. Com "dominar", me refiro a ser o líder, o centro social dela, para onde as atenções, elogios e admirações se dirigiriam. Enfim, mas li o PDF Master em Atração, mal-organizado, compilado de outros PUAs imundos, e já visualizei que era furada. Igual à todos os outros cursos de atração e sedução que você vê por aí. Vou explicar por quê. Acompanhe.

Toda relação sócio-sexual entre homem e mulher já vem acordada implicitamente. Se você tem maior barganha sexual que os outros machos do micro-universo social de uma mediana-alvo, para quê ainda se dar o trabalho de manginá-la? Doutra sorte, nenhuma interação social se criará sem dinheiro para bancar saidinhas, lazer, e entrada em novos micro-universos, como aula de dança, artes, surf, enfim. Hobbys da burguesia média ou alta que, na sociedade, representam símbolos de status. 

Algumas das minhas opções, no caderno de rotina 1, eram vôlei, natação e judô (ou tae kwon do, o que saísse mais barato) e elas poderiam ser aplicadas em SESIS da vida, a fim de não topar com uma galera de nível estético/aquisitivo muito superior. Dessa forma, eu conseguiria ao mesmo tempo expandir meu círculo social de contatos, acumular experiência e, ao mesmo tempo, emplacar fotos no facecú para gerar "valor". Mas cadê o dinheiro para isso?

Via de regra, todas as merdalheres levantam tua ficha pelas redes sociais, se você não tem nenhuma foto, a menos que demonstre outros VS, automaticamente será tachado como fodido na mente delas. E como todas as relações são uma troca de interesses, o que elas poderiam ganhar com um suposto looser pobretão? Por mais que eu "entenda" o lixo dessas vitrines, de alguma forma, elas ajudam a retro-alimentar a roda da dinâmica social.

Mas voltando a pergunta, cadê o dinheiro? Hm? Cadê o dinheiro sobrando para patrocinar saidinhas pra comer carbo-lixo superfaturado em praça de shopping e outros lazeres banais (que as mulheres usam para fazer inveja umas nas outras)? Esse é o ponto. E você não tem como aplicar Kiss Close, Neg, Rebaixamento e elevação de valor, ou salto tripo carpado do cú se não tiver uma reserva sobrando para bancar os hobbys indicadores de status, e posteriormente, as malditas saidinhas imundas. De qualquer forma, não é o papo, não é a atitude, também não é o seu jogo interno que comprará a validação e massagem no ego de merdalheres, e sim o que (de status) você tem a oferecer.
Alunos de medicina sargeando depois de prova de radiologia. Único motivo para bancar o desenrolado social, para ser convidado e se enturmar nessa mesa, e churras fecha-semestre. Observe que tem alfas baby face e patys loirinhas no negócio. Como um beta magrelo poderia ser aceito como igual nessa rodinha? Ponto importante, jogar uma foto dessa mais a legenda, no facecú, me daria muita moral, não acham? 
Mas essas aspirações de socialzinho adolescente agora, ou por agora, não mais me interessam, pois há coisas mais importantes e necessárias com as quais gastar. O desenvolvimento social ainda permanece, claro, como ferramenta para, por exemplo, participar ativamente dentro do entrosamento na futura turma de medicina (sei que ainda não saiu o resultado, mas adiantando). Falo desses churras aí, e barzinhos comemorando fechamento de provas do semestre (o básico para não ser tirado como esquisito isoladão). Como não tenho nenhum interesse em aprovação social dos descolados, alfas e patys, só preciso aproximar-me casualmente dos que tiver maior afinidade de personalidade, ao invés de imitar o extrovertido (coisa que não sou). Assim, evito de ser deixado pra escanteio nos assuntos acadêmicos de interesses ─ coisa que rolou muito no ensino médio.

Forte abraço.

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