Impressionante como gastei 300 reais em uma semana basicamente. Intankavel, como foi que isso aconteceu.
Início do Internato | Mesa com cadeira | Lavanderia
Ainda não caiu a ficha de que irei atender PSF e Hospitais de Complexidade e ainda não sei nada das condutas de rotina. Kek.
Experimentei uma lavanderia automatizada pela primeira vez. 14 reais para lavar, 14 reais para secar. Usa Omo e Amaciante. Na real, nem precisa tanto secar, ela sai quase completamente enxuta. Mas devia pedir por lavagem pesada, porque não limpou totalmente os lençóis e as meias (ou eu que não liguei a temperatura hot).
Mas o cheiro de limpeza é ótimo. Para completar, devo comprar um balde e dar uma lavada no quarto e no apto.
| Agosto 2022 | |
|---|---|
| Alimentação | R$ 617,90 |
| Transporte | R$ 237,10 |
| Créditos | R$ 15,00 |
| Outros | R$ 803,90 |
| Despesas do Mês | R$ 1.703,90 |
| Saldo poupança | R$ 15,00 |
Social R$30,00. Proventos de 1.750,00.
Mocidade | Não almoçar é gastar mais | Aux RU e MFC
Na primeira semana, um amigo me chamou para mocidade e acabei indo. Observei que são jovens até bem mais receptivos, tinha umas meninas também, de semblante feliz e atitudes de quem está aprendendo a ser mulher padrão bíblico.
Deixei de almoçar no RU porque era peixe frito, no final de semana, de novo. Porém, acabei gastando 70 reais de bagana no mercado e Uber. Realizo que deixar de almoçar é um erro, ao invés de economizar, só me leva a gastar mais. É preferível até mesmo pedir Ifood de 30 conto, ao invés de ir aos grandes mercados, onde tudo é caro e nada é muito nutritivo.
O aux alimentação para o internato é 280,00 e tem que abrir mão do RU. Na real, não vale a pena. Fui lá na reitoria e pedi para cancelarem o aux em espécie, só para manter o RU. Acabou que deixaram-me ficar com os dois, mas se bem que é sempre prudente não gastar de todo aquele dinheiro. No MFC, tem atendimentos com checklist de anamnese + semiotécnica. Minha consulta é boa, o exame físico nem tanto. Mas vou progredindo no meu tempo.
Gastos | Como um boy de classe média | Me falta platéia
É bonito passear no mercado aqui de bairro nobre, pela manhã ou pela tardezinha, horário que os wagies estão pegando no batente. Pensei em comprar cake de banana, nescau e leite, mas me contive. É aquilo que eu disse: se não comer, acaba gastando mais com besteiras. Então recusei tudo e comprei apenas um waffle. E depois, o cake de banana ali é caro e superfaturado. Para ter uma ideia, uma fatia generosa com muito recheiro lá na faculdade sai por 2/3 do valor.
Essa semana gastei como um verdadeiro boy de classe média. Almoço e suco no self service, 19 conto, ifood no jantar, 38 conto, café da manhã, 7 conto, e lavar roupa semanalmente na lavanderia, indo e voltando de uber, 28 conto. Ao todo, a minha base de gastos diário like a boy é 66 reais por dia, eu calculo. E olha que eu nem botei no papel o aluguel e as contas. Isso significa que para viver bem, um homem solteiro necessita ganhar 3k por mês. É o mínimo para ter comodidade.
Ir no hipermercado prosaicamente, morar em bairro nobre, morar em apartamento decorado... tudo isso é uma delícia. Foi o que eu realizei tendo acesso à estas coisas (faltando apenas o apto decorado). Caminhar ali no Carrefour, à vista de um belo por do sol, são coisas que, querendo ou não, à classe média alta usufrui tanto que para eles é absolutamente normal. Acho que se minhas primas pobres da perifa, que às vezes ficam me geleiando, soubessem como é ter isso, teriam um choque de realidade, ou sei lá.
Realizo que meu pequeno problema atualmente é não ter platéia. Para quem cresceu em barraco de miséria na perifa e hoje mora em bairro nobre, quarto individual ventilado no primeiro andar, condomínio com piscina, é uma evolução muito grande. Tenho acesso a fazer caminhada no calçadão da orla, se quiser, supermercados frequentados pela classe média de apartamento, fazer exercício na pracinha e espairecer. É uma rotina gratificante e não tem ninguém filmando isso, saca? O desejo é para ter uma NP ou Sub5 compartilhando deste sentimento.
Primeira semana de MFC | Largando a RHM | Sociais na Kerigma
A primeira semana de internato, fiquei indo ali para um condomínio de um bairro em desenvolvimento. A primeira vista, achei que fosse um subúrbio gourmet, com altos condomínio baixa renda. Depois, um classe média baixa, muitas padaria gourmet, lojas de consumo, burguesia, academia, etc. Mas não, é classe média média mesmo. Quer dizer, não fica no centro, mas não deixa de ser classe média por conta disso. Enfim, foram altas reflexões autísticas pela manhã, tomando um solzinho esperto na rua, vendo as NPs indo pra escola particular. Depois ir atender no PSF, e voltar a tempo de jantar no RU.
No primeiro dia de internato, atendi uma menina branquinha do cabelo rosa, 15 anos, attwhore e carente, com acesso a escola particular, psicologia em clínica paga, natação e vôley. Tudo isso em UBS de perifa de cidade vizinha. Isso me fez perceber que a perifa evoluiu em termos de consumo. Mas depois, no segundo dia, fiz visita domiciliar e a realidade carente das casas se mostrou de novo. E foi assim que eu realizei que minha definição de perifa estava enviesada. Não é que a perifa evoluiu. Era eu que nasci morando em casa miserável, mesmo para os padrões do subúrbio. Era óbvio. Resgatando na memória, lembro que muitas casas vizinhas lá na perifa já tinham reboco e azulejo, ou seja, o mínimo de dignidade. Não é que a perifa evoluiu, mas sim que as famílias com o mínimo de dignidade conservaram isso para suas proles. E hoje, colhem os frutos.
Também realizei que, mesmo a menina sendo razoável, se for de um nível educacional / social muito abaixo, não encaixa. Parece que não encaixa, sei lá. E as meninas do meu nível, devido a hipergamia, estão visando caras 3, 4 níveis acima dela e tá tudo bem. Parece que você fica no limbo, as que estão abaixo não combinam, as que estão pareadas só querem níveis acima. Isso é lugar comum para o beta padrão.
Último fim de semana fui a um encontro social de jovens universitários do Kerigma. Vou chamar assim, para proteger o nome. Havia um casal de mediciners, de outro polo. Conversei com duas irmãs entre si, três rapazes. Impressionante como em três encontros do Kerigma, já fui convidado para lanche (tipo, pós culto), e conversei com um bocado de duas muié, e outras pessoas, sendo totalmente integrado. Na RHM, em cinco anos frequentando esporadicamente, eu só ficava autistando lá e sendo ignorado de canto, nunca incluido na panelinha. Não sei se relatei no post de julho, que o ápice foi ter gastado 105 reais para acompanhá-los até uma cidade interiorana e ser tratado lá com desdém. Chega, na RHM não volto mais. No máximo abrindo uma exceção para uma sub5 que ainda me parece pura.
No dia seguinte, já fui convidado para uma reunião mensal especial e depois pizzaria, indo e voltando de carona. É como eu falei, na RHM, em cinco anos, nunca fui convidado para o lanche pós-culto da panelinha da mocidade. E nesse, na quarta vez, já estava assim, bem tratado. Conheci um pouco dos anfitriões, o que fazem, tentando pescar um pouco de sua índole. Também conheci alguns jovens, e o impressionante ali foi ver muito beta de TI, naipe de incelzão, com namoradinha. Uns na segunda, até.
É isso.
Até a próxima.




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