quarta-feira, 24 de abril de 2019

Negócios low-cost

A semana.

Acordei 06:30. Ia ver como era o café do trabalhador, mas não. De 8:30 pra 9hs, passei na lotérica, mas a fila estava grande demais. Não fiquei lá. Tem outras lotéricas no shopping.

Aliás, não vi ninguém vendendo mousse ali. Será que tem concorrente?

De qualquer forma, parece ser um mercado aberto para começar com uma caixa de isopor.

Quarta-feira de champions, intervalo do jogo. Fico pensando o que será daqui pra frente. Não ter o que comer em casa pode me deixar estressado. Cara.. pelo menos morar em apartamento, pelo menos ter lanchinhos a noite para beliscar. Um jantar. Morar numa casa azulejada. É só isso. 
Eu busco por isso.

Acredito que a escalação natural seja começar com uma isopor na lotérica. Depois, comprarei a Igloo Legend 12. E permaneço assim até comprar um fogão e botijão.

Vender mousse no RU, aliás, é um bate-cabeça porque já tem uma concorrência ali estabelecida. Meu preço é menor, é verdade, mas às vezes, pode ser que as pessoas comprem do que já estão acostumadas. Não dá pra saber. Tenho que tentar e ver o comportamento na prática.

Quando eu já tiver comprado o fogão e o botijão, implemento outras ideias.

Quinta-feira. Tomo banho e saio por volta das 11hs. Almoço no RU. Hoje era feriado. Depois do almoço fiquei lurkando até de tarde. Até o pôr-do-sol.
De noite, em casa, passei na tia, mas ela não estava. Acho difícil vender mousse assim. Preciso de cozinhas reservas, para eventuais imprevistos. 

A boa notícia é que tem geladeiras nos CAs. Quando eu tiver com uma apresentação melhor, poderei migrar pra lá. A venda de 60 por dia já é interessante, mesmo os de morango e limão. 

Então é isso. 

Feriadão prolongado. Fiquei uns dias contando moedinhas.

Ainda na quinta, o bêbado chegou meia-noite de pileque, como de praxe, falando como doido. Voltei a dormir por volta das 01:30 da matina, e acordei de 9hs.

Manhã relax de feriado. A primeira coisa que vejo, ao acordar é a casa suja. Teia de aranha no piso, nas janelas. Desgostante. 
Será que algum dia poderei morar em apartamento?

Nisso, acabo de realizar que a compra de uma geladeira é prioridade acima do fogão. Por causa dos mousses. Abro o marketplace. As geladeiras usadas estão por $500. Nova é $1300. Vou passar a pagar uma taxa de luz, com isso, mas é pouco.

Meio-dia saio para comprar um lanche. Salgado quatro queijos e guaraná kuat é o almoço. Vai ser assim, almoço e jantar, hoje, amanhã e domingo. E no sábado e domingo da próxima semana. Será que o orçamento vai caber direitinho?

14hs, tiro um chochilo.

De noite, saio com intenção de jantar uma tapioca com guaraná. Mas estava fechado. O mercado estava aberto, porém. Repeti o salgado mais kuat e economizei.

Volto pra casa. Hora de dormir, mas o bêbado chega. Novamente liga o som e fica zoando na outra casa, tagarelando sozinho.

O barraco está poeirento. Percebo que vira e mexe, ando espirrando. São 22hs. Espero bater a sonolência para ir dormir.
Choveu muito nessa madrugada. Entrou água no barraco, mais uma vez umedecendo o piso batido que já estava com lama seca.

De tarde, continuou a chover direto, de novo. A rede está úmida, o lençol com cheiro. Tem goteiras também.

Eu deveria morar em apartamento logo. É o que penso. Alugar um quarto em apartamento de bairro nobre, ou dividir o aluguel de uma kitnet. Mas tem algo na frente, uma questão estética mais importante.

É certo que, para expandir rapidamente os negócios, vou ter que morar ali por perto da universidade. É mais cômodo. O mercado é favorável. Tem concorrência, porém, oferecendo pratos únicos, sofisticados e com sabor, é perfeitamente possível. Se o preço for baixo, melhor ainda.

Domingão comfy. O dia está nublado com nuvens, dando uma esfriada no sol. Tanto que minha soneca da tarde foi de três horas.
Comprei um salgado pela manhã, busquei água mineral e fiz uma limonada.

Depois da soneca, acordo 15hs, e a rádio universitária estava tocando pop reggae. Vejo que eu seria feliz, morando em apartamento. Eu seria feliz, bixo. Capaz de dançar, nos mais simples estímulos.
Verifico as moedas no gibeira. Tenho só o suficiente para um salgado e hot-dog (almoço e jantar), para o próximo sábado e domingo, sendo que acaba antes do jantar de domingo. Provavelmente, pegarei um lanche fiado na cantina, sexta-feira. E não posso fazer mais nenhum gasto, ou seja, terei de ir de bicicleta durante toda a semana.

Segunda. Aula cedo. Levanto de 5h da manhã, para pedalar até a outra ponta da cidade. Deve ter sido 1h30 pedalando. Depois, 8:30, pedalo de volta pra UF. Uma hora de percurso, sol na cara. Devo ter ficado mais pardo.

Chegando, já fui direto pro chuveiro. Depois, fiquei fazendo hora até abrir o RU. Almocei cedo, pois foram três dias comendo pouco. Estava precisando.

Mesmo assim, não tive janta hoje. Voltei pra casa, à noite. Mais cinquenta minutos de percurso. Chego e já tomo banho, também.

Não estou gostando disso. Esse tipo de sacrifício. Suar no sol quente, pardando, camisa suada, tendo que ser lavada todo dia. Não tá dando certo.

A mesma coisa veio a ser no dia seguinte. Pedalando no sol quente, mochila pesada, camisa ensopada de suor. Cara parda. Foi o limite para eu decidir abandonar o curso. Não estou mais em condições psicológicas de manter isso. Afinal, não é como se eu estivesse tendo retorno social.

Falarei de mais motivos no balanço do mês.

O que importa é mesmo empreender. Fazer concursos também. Tudo até cumprir as duas condições.

É isso.


Abraço do Futuro Alfa, em fase de pindaíba.
Segue o jogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário