O título desse post também poderia ser "Como este ômega pobretão amarga a dura pindaíba enquanto patys e alfas estão curtindo o verão" sem grandes prejuízos de sentido. A não ser, talvez, apenas revelando algo a mais sobre traços de personalidade. Mas é uma situação típica na vida de ômega de merda, pobretão imundo. Isso aconteceu tanto ano passado, quanto ano retrasado e também agora esse ano. 2015, inclusive, eu lembro como se fosse ontem: tivemos a passagem de ano, aquela punhetação toda, e logo na entrada de janeiro as rádios programaram em peso a programação especial de verão. Os programas locais de utilidades e sugestões de lazer voltadas para a classe burguesa (e depois farei um post sobre isso, à respeito de um em especial) com toda aquela reformulação "cool for the summer". E tinha aquelas atividades especiais gratuitas na orla de uma praia badalada daqui, frequentada pela classe A, promovidas pela rádio Jovem Pan, como de costume no primeiro mês do ano.
Nessa época, eu lembro, ainda estava planejando a implementação das bibocas (e delirando com a expectativa de altos rendimentos que obteria com elas). Mas como não tinha dinheiro, e nem via meios de como ganhar dinheiro para tal investimento, a rotina era de puro marasmo. Quando você é pobre e vive uma rotina de marasmo, acontecem duas coisas básicas: ou você se conforma, aceita o fracasso inevitável (sabendo que o sucesso e curtição é para alfas) e abraça o modo rica para viver em paz consigo mesmo; ou você fica se deprimindo consigo mesmo, por achar que merece mais do que a dura realidade miserável do momento, o que também é muito prejudicial devido à insatisfação frequente.
Foi por isso que eu fiquei meio cabreiro, naquele ano, imaginando como alfas, mulheres, boys e patys de condomínio estavam curtindo o verão nas praias badaladas do litoral, e et cetera, fechando combos de água de coco, surf, reggae pop estilo "No way no" e pôr-do-sol registrados no instagram. Queria tomar parte nisso também, impondo o status social à força, como é de costume da burguesia brasileira, mas eu sabia que não conseguiria penetrar nessas rodas. Pelo menos, não ainda. O engraçado é que eu tive a boa ideia de buscar no instagram da Pan, como haveria de ser esse "verão" e essas atividades que eles promovem na praia, e vi que era coisa bem bestinha. Não é impressionante como uma boa publicidade, um vídeo de encher os olhos, consegue nos fazer pensar que determinada coisa é sempre mais atraente e açucarada do que realmente é?
É claro que o verão de alfas financeiros, playboys, patys de famílias ricas e influentes está longe de ser a rotina vazia e entendiante de um JPBF pobretão de merda, mas também é até mesmo além do que podemos supor, porque não temos contato com essa realidade. Então não há muito o que falar, além de conjecturas inúteis.
Como não tenho saído de casa para saidinhas, amigos, ou micro-universos sociais de meus pares, a maior expectativa agora é o dia de abrir período de vagas do SISU e ver se eu me encaixo em algum curso por aqui. A família vai se mandar para Fortaleza terça agora e eu volto para o barraco, então vou ter que cozinhar agora as próprias refeições, e vou ver se passo o tempo xoxo fora de casa, para não ter que ficar olhando para as paredes sem reboco poeirentas. Sei lá, pontos de ônibus olhando o movimento da rua pode ser uma pedida. Aproveito para refletir.
| Mais ou menos a sensação aqui de sair de uma residência alugada com portão e paredes azulejadas, para voltar ao mesmo barraco sem reboco de antes. |
Se eu conseguir uma vaga (em med), vou nuns churras aí que as alunas já estão combinando em peso nos grupos da turma. Mulher adora social, mas eu vejo como uma oportunidade de sondar essas "veteranas" (entraram em 2016.2, não tão nem à seis meses ainda; são semi-calouras, mas enfim) e ver quais são as primeiras matérias, um modelo de prova de bioquímica, e qual livro que usaremos no curso. Quanto as fotos, é verdade que antes eu pretendia usá-las para dar carteirada nas redes sociais e reaproximar do círculo conhecido e aceito, observando quais serão suas reações, testar suas receptividades. Mas agora estou meio sem vontade quanto à isso. Por hora, um dilema.
A primeira semana de recepção dos calouros conta com a interação intra-turmas, e tem como objetivo informar sobre o funcionamento de algumas coisas da universidade e do curso. Permite, ainda, a visita às instalações do hospital universitário, onde é divulgado um cronograma com às atividades, mas é no sistema de apadrinhamento que terei como obter provas recentes do "semi-calouro" e me adaptar ao nível das questões, o que é cobrado saber, etc. Na sequência vem o tal cerimônia do jaleco e bla bla bla fotos, bla bla bla, instagram. Se eu tivesse o óculos spy do Chimpa Brasileiro, poderia ter como registrar completo toda a experiência, mas enfim. Aí vem depois o churrasco de cadastramento, e na sequência, a festa da calourada ("calourada de medicina"). Quer dizer, isso tudo, só estou repassando informações de terceiros, e não sei como vai rolar, mas sei de antemão que serei um mero coadjuvante no meio da baladinha perpetrada por mulheres calouras e os mais alfas sociais/físico/faciais dos calouros/veteranos, onde vale beber muito, dançar muito e beijar muito. Como não estou mais encucado com essa de alfa/beta, vou de boa só para registrar os pileques sociais, em que cada um cumpre seu papel pré-determinado pelo contexto em que se está inserido.
Assim tem sido o verão deste JPBF, no limiar da loucura.
Até a próxima.
Sucesso BM, que você consiga a vaga e as bolsas!
ResponderExcluirabs
Cara ao ver loiras gostosas tenho um misto de exercitação(Exercitação pela vontade de fude-la com vontade) e depressão(pois,sei que um alfa tá aproveitando isto enquanto eu bato punheta no meu barraco sem reboco),
ResponderExcluirEntendo, mas mude seu comportamento, você tem de entender que sem dinheiro ou uma boa aparência não há como obter prazer com elas, logo estude! pegue o edital de algum concurso e compre livros e estude e seja alguém na sua vida....
Excluir@Beta da medicina
ResponderExcluirveja este vídeo e me dê um parecer
https://www.youtube.com/watch?v=gKLKfAaXuvc
Roberto TK
Boa edição de vídeo e imagem, slow motion, panorama do alto, parece que levou um terceiro para filmá-los e saber editar no adobe. Nas redes, significa ganho de status, por vender a imagem, fazer marketing da própria imagem. No youtube é motivacional para outros amadores que também pretendem fazer vídeos de suas próprias "aventuras".
ExcluirExato, bela análise, além disso o cara tem uma vida, aparentemente, ótima, loira de genética foda ao seu lado, você um playboy milionário.... gastando a grana do seu pai e fazendo videozinho...
ExcluirEnfim, manterei o foco estudando para PF (faculdade free já consegui), vamos vencer betas, concursos e vestibulares estão aí, nós seremos os futuros alfas dessas loiras gostosas!
Roberto TK
Obs: separei 1h por dia no meu ciclo de estudo para ler o seu blog, vou fazer vários comentários..